Parque verde para nova Feira Popular de Lisboa vai custar perto de 5,2 milhões

Parque verde para Feira Popular de Lisboa, em Carnide, deverá “assumir um papel relevante a nível do funcionamento dos sistemas naturais”, dis a autarquia.

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Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, no começo das obras para a nova Feira Popular, em Carnide Enric Vives-Rubio

A Câmara de Lisboa quer contratar uma empreitada de 5,159 milhões de euros para construção do parque verde no qual vai nascer a nova Feira Popular, em Carnide, com um prazo de execução de cerca de oito meses.

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A Câmara de Lisboa quer contratar uma empreitada de 5,159 milhões de euros para construção do parque verde no qual vai nascer a nova Feira Popular, em Carnide, com um prazo de execução de cerca de oito meses.

Na proposta que estará em apreciação na reunião privada de quinta-feira, os vereadores Manuel Salgado (Obras Municipais) e José Sá Fernandes (Estrutura Verde) referem que este parque “deverá oferecer usos diversificados, contribuindo para a qualificação urbana e paisagística desta zona de Lisboa através de um adequado funcionamento dos sistemas naturais e de uma gestão conducente a uma evolução sustentada e enquadrada pelo uso optimizado dos recursos”.

Acresce que, “com a implementação da Feira Popular, este espaço virá a constituir um polo de atracção e diversão para um público mais alargado, com inegável importância na competitividade de Lisboa como destino turístico nacional e internacional”, sublinham os autarcas.

Para os vereadores, o parque verde deverá, assim, “assumir um papel relevante a nível do funcionamento dos sistemas naturais, nomeadamente no que se refere às funções hidrológicas, recuperação da qualidade do solo, implantação de estrutura verde, cuja evolução seja consistente com os objectivos do projecto a curto e longo prazo”.

“Terá ainda uma elevada importância na continuidade dos sistemas verdes adjacentes, contribuindo para a continuidade territorial e ecológica necessária à implementação do corredor periférico integrado na infra-estrutura verde da cidade de Lisboa”, observam Manuel Salgado e José Fernandes.

Em termos sociais, o facto de estar inserido numa área urbana cria “oportunidades de lazer e recreio informal, nomeadamente a expansão e continuidade com os sistemas de mobilidade suave já parcialmente implementados ao longo da zona noroeste da cidade de Lisboa, tal como a pista clicável entre a zona da Pontinha e o Bairro Padre Cruz”, adiantam os responsáveis.

Os trabalhos, orçados em 5.159.055,61 euros, têm um prazo fixo de 240 dias, aos quais acrescem 365 dias para manutenção dos espaços verdes.

Criada em 1943, a Feira Popular de Lisboa fechou em 2003, depois de ter funcionado em locais como Palhavã e Entrecampos.

No final de 2015, a autarquia anunciou que a Feira Popular iria voltar, inserida num parque urbano de 20 hectares em Carnide.

Enquanto a autarquia detém todo o espaço verde, cede, durante um período ainda não definido, a gestão e a manutenção da Feira Popular a privados.

Esse concurso deverá ser lançado durante este ano, mas ainda não existem informações.