CGD aperta critérios de isenção de comissões nas contas à ordem

Novas condições para particulares entram em vigor em Setembro.

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Banco quer aumentar encaixe com comissões Paulo Pimenta

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai alterar o preçário dos serviços que presta aos seus clientes particulares, ligado a contas à ordem com caderneta e à ordem com extracto.

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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai alterar o preçário dos serviços que presta aos seus clientes particulares, ligado a contas à ordem com caderneta e à ordem com extracto.

De acordo com as informações do banco público, há dois critérios de isenção da comissão de manutenção que vão ser eliminados. Um está ligado às contas com contrato Caixaordenado – limite de crédito negociado, “desde que um dos titulares seja Cliente Mais”, e o outro diz respeito às contas com contrato de Mesada Certa – limite de crédito negociado.

Depois, e além de alterações nos critérios de isenção da comissão de manutenção ligados a contas à ordem com aplicações financeiras associadas, e com domiciliação de rendimentos e uso de cartões, que se podem consultar no site do banco, a CGD introduziu um novo critério.

A partir de 1 de Setembro, data em que as mudanças vão entrar em vigor, ficam isentas de comissão de manutenção as contas à ordem “em que o primeiro titular tenha mais de 65 anos e crédito de pensão/reforma inferior a uma vez e meia o salário mínimo nacional, em vigor no início do ano”.

As alterações surgem num contexto de subida das comissões, com a CGD, tal como os outros bancos, a tentar recuperar também margem financeira.

Em Maio, na apresentação dos resultados trimestrais, o presidente executivo do banco público, Paulo Macedo, afirmou que a CGD tem de aumentar as comissões em 100 milhões de euros, até 2020, para cumprir o plano acordado com a Comissão Europeia. Na mesma altura garantiu que não seria o banco do Estado a praticar o preçário mais caro do mercado.

Antes, no início do ano, a CGD já anunciara uma subida de preços a partir de Abril, afectando a utilização de cheques, cartões e transferências interbancárias. Numa altura que está a fechar agências e a apostar mais na banca online, o banco passou a cobrar um euro para actualizar a caderneta da CGD ao balcão.

No ano passado, o banco encaixou 349,5 milhões de euros com comissões líquidas, valor que representou uma subida marginal face ao ano anterior.

Novo produto

Esta quinta-feira, a CGD apresentou uma novidade, uma conta onde existe uma única comissão, intitulada Conta Caixa. De acordo com um comunicado da instituição financeira, este produto “inclui transferências online, cartões de débito e crédito, seguros e descontos em compras permitindo poupanças face à contratação individual dos vários produtos e serviços, com uma única comissão mensal”.

Para a CGD, o produto “é uma mudança de paradigma na prestação de serviços bancários”, sem “várias comissões cobradas ao longo do ano”.