No Luxemburgo, Marcelo tirou o grão-duque do palácio e isso valeu uma salva de palmas

Acabado de chegar ao país, o Presidente português desafiou Henrique do Luxemburgo a dar um passeio na Corniche, para espanto e gáudio dos transeuntes.

Foto
Enric Vives-Rubio

Marcelo chegou ao Luxemburgo às 21 horas e pouco mais de uma hora depois já andava pelas ruas da capital. Não fossem os inúmeros seguranças e os dois chefes de Estado seriam apenas dois homens a dar um passeio nocturno pela Corniche, um caminho pedonal do século XVII com vistas deslumbrantes que lhe merecem o epíteto da mais bela varanda da Europa.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Marcelo chegou ao Luxemburgo às 21 horas e pouco mais de uma hora depois já andava pelas ruas da capital. Não fossem os inúmeros seguranças e os dois chefes de Estado seriam apenas dois homens a dar um passeio nocturno pela Corniche, um caminho pedonal do século XVII com vistas deslumbrantes que lhe merecem o epíteto da mais bela varanda da Europa.

No arranque desta visita de Estado ao país onde vivem mais de 100 mil portugueses, o Presidente da República parecia ansioso por ir ao encontro deles. Mal saiu o palácio grão-ducal ao lado de Henrique do Luxemburgo, viu um pequeno grupo de pessoas com ar espantado e perguntou: “São portugueses?” Não eram, mas que importava. A noite estava agradável e o passeio não podia ser mais bonito.

Henrique e Marcelo conversavam distendidos, e como bom anfitrião, o grão-duque ia explicando o que se via, sob o olhar incrédulo de um casal de turistas, as únicas pessoas que por ali andavam àquela hora. O caminho serpenteia ao longo das muralhas, acompanhando o vale do rio Alzette, do promontório Bock até à Cidadela do Espírito Santo (o chamado Rondellen), vendo-se em destaque as fortificações de Wenzelsmauer.

Ao regressarem ao centro histórico onde se encontra o palácio, despertaram a atenção de quem se encontrava nas ruas e esplanadas. “É o grão-duque!”, diziam alguns, surpreendidos. Outros não diziam nada, apenas apontavam os telemóveis para captar o inédito. Marcelo e Henrique continuavam em amena cavaqueira, até que o Presidente português viu uma bandeira portuguesa na montra de um bar. “Portugueses”, apontou, feliz, e Henrique perguntou se queria entrar. Claro que sim, e lá entraram os dois chefes de Estado, perante os convivas boquiabertos.

O bar era gerido por um português e os empregados, portugueses eram. Nesta noite de segunda-feira, os únicos clientes estavam na esplanada, pelo que a passagem foi rápida. O suficiente para o Presidente tirar uma selfie com o pessoal e sair mais satisfeito.

Foi ao virar da esquina que o momento Marcelo aconteceu, mas com uma estrela chamada Henrique. Numa esplanada cheia, os presentes reconheceram de imediato o grão-duque e disseram-no em alto e bom som. Lançaram-lhe palavras amáveis, tiraram fotografias (ao longe, que a segurança era apertada) e acabaram numa salva de palmas que abriu ainda mais o sorriso real. Entre a comitiva, ouviu-se a graça: “Marcelo a fazer subir a reputação do grão-duque”. A noite estava ganha e o programa ainda nem começou.