Jovens internados em centros educativos diminuíram 8,6% em 2016, totalizando 138

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ADRIANO MIRANDA/Arquivo

Um total de 138 jovens estavam internados em centros educativos em Dezembro de 2016, menos 8,6% do que no mesmo período de 2015, segundo a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

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Um total de 138 jovens estavam internados em centros educativos em Dezembro de 2016, menos 8,6% do que no mesmo período de 2015, segundo a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

Os dados provisórios da DGRSP adiantam que a taxa de ocupação nos centros educativos a 31 de Dezembro de 2016 era de 69%.

As estatísticas mensais referem que dos 138 jovens internados em centros educativos, três encontravam-se em ausência não autorizada, que não regressaram após autorização de saída.

Segundo aquele organismo tutelado pelo Ministério da Justiça, a DGRSP recebeu, entre Janeiro e Dezembro de 2016, 169 pedidos das entidades judiciais para execução de medidas relativas a jovens internados, menos 2,31% do que em 2015, quando foram recebidos 2,31%.

Ao contrário, no mesmo período foram recebidos 1920 pedidos de apoio à execução de medidas tutelares educativas na comunidade, representando um crescimento de 40,14% face a 2015.

A maior parte dos jovens (67%) internados estavam, em Dezembro, em regime semiaberto e quase a totalidade (96%) estava a cumprir a medida tutelar de internamento. Os dados indicam também que cerca de 74% dos jovens tinha 16 anos ou mais anos e 91,30% eram rapazes.

De acordo com a DGRSP, mais de 50% dos jovens internados cometeram crimes contra as pessoas, nomeadamente ofensas à integridade física, ameaça e coação, difamação, calúnia e injúria, e 38% crimes contra o património, destacando-se o roubo e furto.

Os dados mostram ainda que cerca de 56% dos jovens internados em centros educativos foi alvo de processos oriundos de tribunais da área da grande Lisboa.