Proibida manifestação contra Isabel dos Santos em Luanda

Oposição pretendia protestar contra a nomeação da filha do Presidente angolano para a Sonangol.

Foto
Isabel dos Santos Reuters

As autoridades angolanas proibiram uma manifestação marcada para sábado que visava protestar contra a nomeação da empresária Isabel dos Santos, filha do Presidente, José Eduardo dos Santos, para a presidência da Sonangol, a companhia petrolífera do país.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

As autoridades angolanas proibiram uma manifestação marcada para sábado que visava protestar contra a nomeação da empresária Isabel dos Santos, filha do Presidente, José Eduardo dos Santos, para a presidência da Sonangol, a companhia petrolífera do país.

Os organizadores do protesto dizem ter sido informados na quinta-feira pelo comandante provincial de Luanda, o comissário José Sita, de que a manifestação estava proibida, segundo revelou à agência AFP William Tonnet, jurista e director do jornal angolano Folha 8, declaradamente de oposição ao Presidente e Governo angolanos.

Segundo Tonnet, esta decisão terá sido motivada por estar marcado também para sábado e à mesma hora um passeio denominado “o papel das mulheres religiosas na consolidação da paz em Angola".

"Esta proibição é inconstitucional", afirma Tonnet, acrescentando que as autoridades angolanas não respeitaram o prazo legal para o cancelamento de uma manifestação.

No poder desde 1979, José Eduardo dos Santos nomeou em Julho a sua filha Isabel dos Santos para a presidência da Sonangol.  A oposição manifestou-se contra esta nomeação e pediu ao Supremo Tribunal de Angola o seu cancelamento.

Para o porta-voz do Governo angolano, Manuel Rabelais, a manifestação marcada para sábado visava pressionar a Justiça, lembrando que é esperado que o Supremo Tribunal se prenuncie em breve sobre a nomeação de Isabel dos Santos.