Lisboa: a arte urbana vai tomar conta de Marvila

Esta edição, em Maio do próximo ano, vai incluir a vinda de criadores oriundos de países da ibero-américa e a realização de eventos musicais e actividades de animação complementares

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Obra de Utopia no primeiro Muro — Festival de Arte Urbana Rui Gaudêncio

A segunda edição do "Muro — Festival de Arte Urbana" vai decorrer, entre 20 e 28 de Maio de 2017, na zona de Marvila, em Lisboa, num formato semelhante ao do primeiro evento, que decorreu este ano no Bairro Padre Cruz.

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A segunda edição do "Muro — Festival de Arte Urbana" vai decorrer, entre 20 e 28 de Maio de 2017, na zona de Marvila, em Lisboa, num formato semelhante ao do primeiro evento, que decorreu este ano no Bairro Padre Cruz.

As datas e locais da segunda edição constam da programação da Capital Ibero Americana da Cultura — Lisboa 2017, e "a calendarização integra a realização de intervenções artísticas em muros e empenas entre 20 e 28 de Maio, culminando com uma componente festiva (eventos musicais e actividades de animação complementares) a decorrer entre 25 e 28 de Maio".

Esta edição terá "enfoque na vinda de criadores de arte urbana provenientes de países da ibero-américa, particularmente dos países com menor divulgação/exposição neste universo artístico".

O "Muro — Festival de Arte Urbana", o primeiro do género em Lisboa, decorreu entre 30 de Abril e 15 de Maio, no Bairro Padre Cruz, e contou com pinturas ao vivo de cerca de 30 artistas nacionais e estrangeiros, conferências, cinema, "workshops", música e animação de rua.

Nas paredes do Bairro Padre Cruz surgiram obras de artistas como os espanhóis Aryz e Borondo, os portugueses Pariz One, Bordalo II, Mr.Dheo, Uber, Draw, Nomen, Tamara Alves e Mário Belém, o francês Mathieu Trembelin e a dupla holandesa Telmo e Miel.

Fora do Bairro Padre Cruz, mas ainda no âmbito do "Muro", houve intervenções, entre outros locais, na Calçada da Glória, na Rua Adriano Correia de Oliveira (na zona de Entrecampos) e no Aeroporto de Lisboa.

A Galeria de Arte Urbana (GAU) da Câmara de Lisboa organizou o festival em parceria com a Junta de Freguesia de Carnide. O Bairro Padre Cruz foi escolhido para acolher o festival "por reunir uma série de condições urbanísticas, arquitectónicas e logísticas, bem como um diversificado tecido social e massa associativa, que se revelaram particularmente favoráveis à concretização da iniciativa".