Avenida de Ceuta volta a ter um rio e no Vale de Alcântara irá nascer um corredor verde

Projecto para Lisboa foi apresentado pelo vereador dos Espaços Verdes que fez questão de destacar que as intervenções não vão "incomodar ninguém"

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As obras em Lisboa são para continuar e desta vez é Alcântara que vai ser alvo de requalificação. Vão ser 13 hectares distribuídos ao longo de três quilómetros que desenharão o novo corredor verde do Vale de Alcântara. Antecipando potenciais críticas e questionado sobre o impacto das intervenções no quotidiano dos cidadãos, José Sá Fernandes fez questão de repetir que esta é uma intervenção que “não vai incomodar ninguém” e não existirão constrangimentos ou problemas com a circulação automóvel, “nem se estraga nada, pois os terrenos estão vazios”. As obras terão um custo aproximado de quatro milhões de euros, estima o vereador.

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As obras em Lisboa são para continuar e desta vez é Alcântara que vai ser alvo de requalificação. Vão ser 13 hectares distribuídos ao longo de três quilómetros que desenharão o novo corredor verde do Vale de Alcântara. Antecipando potenciais críticas e questionado sobre o impacto das intervenções no quotidiano dos cidadãos, José Sá Fernandes fez questão de repetir que esta é uma intervenção que “não vai incomodar ninguém” e não existirão constrangimentos ou problemas com a circulação automóvel, “nem se estraga nada, pois os terrenos estão vazios”. As obras terão um custo aproximado de quatro milhões de euros, estima o vereador.

“Alcântara quer dizer ponte, mas não tem existido uma ponte entre Campolide e Alcântara, entre o Tejo e Monsanto”, criticou o vereador dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa. Por isso, o projecto da Câmara Municipal de Lisboa pretende corrigir as divisões, numa obra que pretende ser “fazível e concretizável” sem ser megalómana ou cara.

Para além de pretender oferecer “mais e melhores pontos de atravessamento e acesso às áreas habitacionais”, o novo corredor terá mais de 700 novas árvores, que irão ser regadas com água reciclada, o qual terá “uma importância vital no processo de adaptação às condições climáticas”. Ao contrário do que acontece actualmente, “o percurso poderá passar a ser feito integralmente a pé ou de bicicleta”. Além disso, a intervenção garantirá “mais e melhor iluminação” e mais equipamento urbano.

E como a água é o elemento inspirador desta intervenção, está ainda previsto um pequeno regresso ao passado, quando o vale era um rio, criando-se um canal de água no separador central da Avenida de Ceuta, ladeado por faixas destinadas aos transportes públicos.

De acordo com o vereador, grande parte das intervenções estarão concluídas no espaço de um ano. “Daqui a um ano, por esta altura, espero estar aqui numa sessão de abertura do corredor do Vale de Alcântara”, confidenciou Sá Fernandes, durante a sessão de apresentação do projecto, esta quarta-feira, na Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de Alcântara.

A primeira intervenção irá ser discutida em reunião de Câmara no próximo dia 13 de Outubro e abrange o parque urbano Quinta da Bela Flôr, que “irá a concurso por 1,5 milhões de euros”. Segue-se depois o Bairro da Liberdade, que concretizará a ligação com o Corredor de Monsanto. Será construído um viaduto ciclo-pedonal e um túnel que permite a passagem debaixo da linha. “O antes longe torna-se agora mais perto”, propõe o projecto. Sá Fernandes mostrou-se especialmente entusiasmado com a possibilidade de a população passar debaixo de “um dos melhores monumentos do mundo”, o Aqueduto das Águas Livres, junto aos pilares, algo até agora possível apenas através de automóvel “e normalmente depressa”. “É uma valorização patrimonial das mais importantes que se fez nos últimos anos da cidade”, acredita o vereador.

O vereador aproveitou ainda para fazer um balanço das restantes intervenções, apontando a Primavera de 2017 como data de conclusão dos corredores verdes das zonas Oriental, Ocidental e Central da cidade.