Morais Sarmento admite vir a ser candidato a líder do PSD

Ex-vice de Durão dá curta vida a Passos Coelho

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Morais Sarmento diz que Passos é o "líder ideal agora" Hugo Calçada

O ex-vice-presidente do PSD Nuno Morais Sarmento admite vir a ser candidato a líder do partido no futuro e considera que Passos Coelho é o “líder ideal agora”, mas que terá “enorme dificuldade” em ser candidato a primeiro-ministro “daqui a três anos”.

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O ex-vice-presidente do PSD Nuno Morais Sarmento admite vir a ser candidato a líder do partido no futuro e considera que Passos Coelho é o “líder ideal agora”, mas que terá “enorme dificuldade” em ser candidato a primeiro-ministro “daqui a três anos”.

Em entrevista à Antena 1, a uma semana do congresso do PSD, o social-democrata não se exclui como possível candidato à liderança. “No futuro não estou impedido de o ser no momento em que o entender. Não há nenhuma razão para excluir isso”, afirmou o social-democrata, dizendo não saber se vai estar presente no congresso que começa na próxima sexta-feira.

Passos Coelho, que já foi eleito líder do partido no dia 5 deste mês, é o “líder ideal agora”, mas não por muito tempo. Daqui a um ano, Morais Sarmento disse não saber qual será a sua resposta à mesma pergunta. E “com enorme dificuldade, com enorme dificuldade poderá ser candidato a primeiro-ministro daqui por três anos”, acrescentou o número dois do governo liderado por Durão Barroso.

A forma como o PSD tem actuado no caso Banif foi também alvo de muitas críticas. O partido – disse – pode ter “má consciência sobre o Banif” e isso “não se resolve com o voto favorável” no Orçamento rectificativo. Morais Sarmento recupera a memória do histórico social-democrata para dizer que “Sá Carneiro rompia ali”, referindo-se à votação do rectificativo que estabeleceu a solução do Governo socialista para o banco.

O antigo ministro não poupa Passos Coelho ao defender que António Costa “não está a cometer nenhuma ilegalidade” ao reunir-se com Isabel dos Santos por causa do BPI, lembrando que “tem a cobertura do Presidente da República”. O líder do PSD criticou a intervenção do primeiro-ministro, mas Marcelo Rebelo de Sousa considerou que se enquadrava na necessidade de estabilidade do sistema financeiro.

Relativamente a Assunção Cristas, a nova líder do CDS, Morais Sarmento considera que é uma “espécie de tranquilizante” entre dois líderes, Paulo Portas e Nuno Melo. “Nuno Melo é um líder claro, Cristas é uma coisa simpática, in between”, apontou.