Fêmea de lince libertada em Fevereiro foi encontrada morta perto de Mértola

Um dos três exemplares de lince libertados na Herdade das Romeiras no passado mês de Janeiro foi encontrado morto, na terça-feira, em Mértola.

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No total, dezasseis animais já foram soltos no âmbito deste programa em Portugal JOÃO SILVA/ARQUIVO

Myrtilis, a fêmea de lince-ibérico libertada na natureza no passado dia 8 de Fevereiro, no âmbito do projecto Recuperação da Distribuição Histórica do Lince Ibérico (Lynx pardinus), em Espanha e Portugal, foi encontrada morta nesta terça-feira por uma equipa do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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Myrtilis, a fêmea de lince-ibérico libertada na natureza no passado dia 8 de Fevereiro, no âmbito do projecto Recuperação da Distribuição Histórica do Lince Ibérico (Lynx pardinus), em Espanha e Portugal, foi encontrada morta nesta terça-feira por uma equipa do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os elementos da equipa do ICNF encontraram o cadáver do animal pelas 15h junto de uma “zona próxima do local de solta, no decurso da monitorização dos animais reintroduzidos na região de Mértola”, revelou o instituto em comunicado. As causas da morte ainda não são conhecidas, tendo o corpo do animal sido encaminhado para a Faculdade de Medicina Veterinária, da Universidade de Lisboa, para a realização de necropsia para apurar as causas.

Este animal tinha sido introduzido na Herdade das Romeiras, no concelho de Mértola, durante a segunda época do projecto com outros dois exemplares, uma outra fêmea, Mirandilla, e um macho, Monfragüe. Contactado pelo PÚBLICO, o ICNF avançou que estes animais se "encontram bem", apresentando "comportamentos normais" da espécie.

A primeira fase desta iniciativa em Portugal decorreu em Dezembro de 2014, quando foram introduzidos dez animais, entre os quais a fêmea Kayakweru, que também foi encontrada morta a 12 de Março de 2015. Após os exames, foi concluída que Kayakweru acabou por morrer envenenada.