Segunda Circular em obras “tão cedo quanto possível”

A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade, uma nova recomendação sobre a intervenção.

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A Segunda Circular voltou à agenda da Assembleia Municipal de Lisboa, num debate que ficou marcado pela unanimidade das diferentes forças políticas em torno da obra, que a Câmara de Lisboa quer que tenha início “tão cedo quanto possível”.

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A Segunda Circular voltou à agenda da Assembleia Municipal de Lisboa, num debate que ficou marcado pela unanimidade das diferentes forças políticas em torno da obra, que a Câmara de Lisboa quer que tenha início “tão cedo quanto possível”.

Na reunião desta terça-feira foi aprovada uma recomendação, na qual se constata que o projecto que tanta polémica gerou “é oportuno enquanto meio de prevenção da sinistralidade numa via com excesso de ocorrências automóveis”. No documento diz-se ainda que o projecto original inicial foi “robustecido com os contributos decorrentes da participação cívica na sua apreciação”, acrescentando-se que nesse processo de consulta pública se criaram “importantes expectativas para o futuro”, incluindo ao nível da criação de condições de circulação de bicicletas e peões na Segunda Circular.  

Entre as recomendações agora feitas à câmara estão a de que o separador central desta artéria seja “equipado com uma guarda de segurança para prevenir o risco de colisões de veículos automóveis com as espécies vegetais”. A assembleia quer também que o projecto a concretizar seja “submetido a uma auditoria de segurança” e que seja revista a sua “vertente paisagística, com o objectivo de equilibrar as espécies vegetais a plantar, em função dos riscos do ciclo ambiental e da segurança da via e dos utentes”. 

Os vários apelos feitos durante o período de consulta pública para que esta intervenção tivesse em linha de conta os transportes públicos e as bicicletas também não foram esquecidos: na recomendação sugere-se à câmara que desenvolva “os estudos necessários” para a inclusão, “na 2ª Circular ou zona adjacente”, de um corredor bus e de ciclovias, “o que poderá constituir uma segunda fase de requalificação da via”.

Pelo caminho ficou a hipótese, que tinha sido levantada publicamente pelo ex-vereador da Mobilidade de Lisboa Fernando Nunes da Silva, de a Segunda Circular ter um limite de velocidade durante o dia e outro à noite. Segundo se lê na recomendação da assembleia municipal, a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária deu “parecer contrário” a essa proposta.  

“Julgo que estamos todos sintonizados”, concluiu o vereador do Planeamento e Obras Municipais já no fim do debate. Agora que terminou um “intenso debate em torno do projecto”, Manuel Salgado quer que a intervenção na Segunda Circular, que segundo explicou vai ser desdobrada em duas empreitadas, avance “tão cedo quanto possível”.