Edgar Silva formaliza candidatura à Presidência e garante não ter “amarras”

O candidato presidencial apoiado pelo Partido Comunista apresentou 15 mil assinaturas no Tribunal Constitucional e assegurou que teria ainda mais caso fossem necessárias.

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Edgar Silva denunciou o caso dos "meninos das caixinhas" na década de 90, e passou a ser um "herói" para as crianças. Daniel Rocha

Edgar Silva foi esta segunda-feira ao Palácio Ratton formalizar a sua candidatura à Presidência da República, trazendo consigo 15 mil assinaturas, o tecto máximo admitido pelo Tribunal Constitucional (TC). “Se muitas outras fossem necessárias, teríamos seguramente garantido”, afirmou o candidato.

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Edgar Silva foi esta segunda-feira ao Palácio Ratton formalizar a sua candidatura à Presidência da República, trazendo consigo 15 mil assinaturas, o tecto máximo admitido pelo Tribunal Constitucional (TC). “Se muitas outras fossem necessárias, teríamos seguramente garantido”, afirmou o candidato.

O dirigente comunista quis fazer deste momento uma indicação de força, dando ênfase ao sinal de “grande mobilização” e “grande vontade de viragem” que as assinaturas representavam. O número recolhido foi bastante acima do limite mínimo de 7500 assinaturas exigidas pelo TC e superior ainda ao número entregue tanto em 2006 como em 2011, por Jerónimo de Sousa e Francisco Lopes, respectivamente, que se aproximaram das 14 mil, segundo fonte da campanha.

“O povo precisa de uma concreta e materializável reconquista de direitos e novas possibilidades. Esse 'novo rumo para Portugal' não pode ser apenas uma declaração de retórica”, disse Edgar Silva à entrada do Tribunal Constitucional, explicando que “o Presidente da República terá um papel decisivo para que essa ruptura e essa radical viragem possam acontecer” e que, para isso, se apresenta ao cargo de “mãos completamente livres para agir sem qualquer tipo de amarra a qualquer tipo de compromisso que não seja esse”.

Edgar Silva frisou várias vezes a expressão “mãos livres” e garantiu que os únicos compromissos a que se vincula são “bem servir o povo, defender os trabalhadores de Portugal, defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição”.

Quando questionado sobre a urgência em finalizar o Orçamento de Estado para 2016, o candidato comunista preferiu falar da necessidade em se aguardar “pelo assumir das responsabilidades dos parlamentares e das responsabilidades directas do Governo”, mas referiu que o país “precisa rapidamente de medidas que sejam palpáveis, que permitam reconquistar direitos e reverter um conjunto de políticas erradas que têm vindo a ser assumidas” e, por isso, espera que “o Orçamento seja desde logo um desses passos”.

Edgar Silva é o segundo candidato a formalizar a entrada nas eleições presidenciais de Janeiro, depois de Paulo Morais, que entregou oito mil assinaturas na semana passadaNotícia editada por Leonete Botelho.