PME registaram mais crescimento em 2014 do que as grandes empresas

Comércio foi o sector que mais contribuiu para o crescimento das empresas em 2014, revelam os dados do INE.

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A restauração é um dos sectores que mais viu o volume de negócios crescer Foto: Manuel Roberto

As PME (Pequenas e Médias Empresas) evidenciaram um dinamismo considerável com uma taxa de crescimento do VAB de 4,6% face aos 2,1% observado nas grandes empresas. O sector da construção, porém, destoa de todo este optimismo, apresentando decréscimos em todos os indicadores em análise.

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As PME (Pequenas e Médias Empresas) evidenciaram um dinamismo considerável com uma taxa de crescimento do VAB de 4,6% face aos 2,1% observado nas grandes empresas. O sector da construção, porém, destoa de todo este optimismo, apresentando decréscimos em todos os indicadores em análise.

Segundo o INE, o aumento “notório” do VAB nas empresas não financeiras chegou a todos os sectores de actividade, notando que “metade das sociedades apresentou níveis de VAB superiores em 2014 face aos registados em 2013”. As sociedades com perfil exportador contribuíram, em 2014, para 32,8% do VAB e 23,2% do Pessoal ao serviço do total das sociedades não financeiras.

O INE escreve que estes dados preliminares reforçam os sinais positivos da economia portuguesa, dando destaque para o sector do Comércio, que foi aquele que mais contribuiu para a crescimento registado no volume de negócios, VAB e EBE do total das empresas não financeiras em 2014. Mas tal crescimento não foi acompanhado pelo aumento do número de empresas nem de pessoal ao serviço. Pelo contrário, foi o que teve um crescimento mais residual, apresentando uma taxa de variação de apenas 0,35%. Foi a categoria de “outros Serviços” que demonstrou uma maior variação de 3,5%. Olhando para o volume de negócios, verifica-se que foram as empresas do sector do alojamento e restauração quem protagonizou uma recuperação mais assinalável (com crescimento na ordem dos 9%), capitalizando o bom momento que o sector do turismo vive em Portugal.

O INE revela dados curiosos como relativamente ao sexo dos funcionários (observa-se que, em média, o número de trabalhadores do sexo masculino superava o do sexo feminino: 4,2 homens face a 3,0 mulheres por sociedade em 2014) e que o VAB gerado por cada pessoa ao serviço foi 26 986,07 euros por pessoa. Por outro lado, cada sociedade gastava em média 16 657,52 euros por cada trabalhador, 78,1% dos quais relativos a remunerações.

O INE recorda que ao longo do período 2010-2014, foi apenas em 2013 que se verificou uma inversão da tendência decrescente do VAB do total das sociedades não financeiras. Apesar disto, o contributo das sociedades com perfil exportador para a geração do VAB do total das sociedades aumentou ao longo de todo o período, passando de 25,4% em 2010 para 32,8% em 2014.