Música

Apple Music arranca e é gratuito durante três meses

Serviço de streamig de música e estação de rádio Beats 1 começam a funcionar em mais de 100 países.
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Apple

A primeira vez que ouvimos falar oficialmente do serviço de streamig de música da Apple foi há três semanas e desde então as expectativas estão altas para o lançamento, acompanhadas por alguma polémica. O Apple Music começa a funcionar esta terça-feira em 100 países, Portugal incluído, bem como a estação de rádio mundial com assinatura da empresa norte-americana Beats 1. A entrar na corrida dos serviços de streamig, com o Spotify a liderar, a Apple cedeu à indignação dos artistas por oferecer o Music gratuito durante os primeiros três meses.

Atingiu o seu limite de artigos gratuitos

O lançamento oficial do Apple Music está marcado para as 11h na Califórnia (17h de Lisboa) e o serviço deverá ficar disponível pouco depois, com a entrada em funcionamento da mais recente actualização do iOS, a versão 8.4. Cerca de uma hora mais tarde a Beats 1 vai começar a emitir sete dias por semana, 24 horas por dia, a partir de Los Angeles, Nova Iorque e Londres, para mais de 100 países. 

Durante três meses é possível usar o Apple Music de forma gratuita no iPhone, iPad, iPod touch, Mac ou PC. Mesmo para a fase de teste, é necessária fazer uma subscrição. Segundo a Apple, no final do período experimental, a assinatura é renovada automaticamente e o pagamento é cobrado mensalmente até que seja desactivada nas definições da conta.

Após o período de teste, o serviço terá um custo de 6,99 euros por mês e permite o acesso a todo o catálogo Apple Music, com dezenas de milhões de música, recomendações de especialistas, sugestões e à Beats 1. Por mais quatro euros (10,99 euros/mês), até seis pessoas podem ter acesso ilimitado ao serviço, sendo que cada elemento tem a sua própria conta. A versão para Android das duas modalidades de subscrição só vai estar disponível no próximo Outono.

Mesmo tendo o Apple Music, o utilizador continua a ter a sua biblioteca do iTunes, podendo aceder aos dois serviços, sem que seja ocupado espaço extra no dispositivo que se estiver a usar, já que toda música está no ICloud.

Dentro do Apple Music há o Connect, que a Apple pretende que seja a ligação entre artistas e fãs. No Connect os artistas podem fazer o upload da sua música, dos seus vídeos e fotos. Há ainda a função For You, onde a Apple disponibiliza listas de músicas personalizadas e álbuns, tendo em conta as preferências manifestadas pelo utilizador. Através do Apple Music, passa a haver espaço para recomendações de artistas e álbuns por parte de especialistas.

A Apple vai competir neste mercado com o até aqui líder Spotify, o serviço sueco de streaming de música que, por exemplo, em Dezembro, tinha nos Estados Unidos 4,7 milhões de subscrições pagas e 14,7 milhões de utilizadores do seu pacote gratuito, que inclui publicidade. Outros dos fortes competidores é o Google Play Music, que em vésperas do lançamento do Apple Music anunciou uma versão gratuita do seu serviço e suportada por publicidade, que oferece listas de músicas adaptadas a cada momento do dia. Actualmente, o Google Play Music tem 825 mil subscritores do seu serviço pago em território norte-americano.

Há ainda o recém-relançado Tidal, que tem como como front-man o rapper Jay Z, que pagou mais de 56 milhões de dólares pelo serviço que pretende pôr álbuns e temas sob o comando dos criadores de música norte-americana.

A questão dos artistas, compositores e músicos terem algum controlo sobre as suas obras colocou a Apple no centro das atenções na semana passada, quando a cantora Taylor Swift escreveu uma carta aberta à empresa liderada por Tim Cook a contestar a falta de pagamento durante três meses aos artistas que irão integrar a colecção de música da Apple.

A artista sublinhou o facto de a Apple oferecer o Music durante os primeiros três meses aos utilizadores e que isso significa que “não irá pagar aos autores, produtores ou artistas” durante esse período. “Considero-o chocante e completamente contrário a esta empresa historicamente progressista e generosa”, defendeu na sua conta no Tumblr.

A Apple acabou por ceder e garantir a Swift e aos restantes artistas que todos seriam pagos pela sua música. A cantora celebrou o recuo da empresa e decidiu que o seu mais recente álbum, 1989, iria entrar na lista do novo serviço de streaming.

Um dos directores executivos da Apple, Robert Kondrk, adiantou que, nos Estados Unidos, a empresa vai pagar aos autores de músicas 71,5% das receitas obtidas com as subscrições do Apple Music. Nos outros países, a percentagem será em média de 73.

Notícia actualizada às 17h14: Acrescenta valores para Portugal das assinaturas individual e família.