Aleixo a caminho da uma Área de Reabilitação Urbana com os terrenos do Ouro

Continuação da Assembleia Geral do fundo imobiliário que gere os terrenos do bairro marcada para esta quinta-feira.

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No Bairro do Aleixo subsistem três torres e centenas de pessoas em casas em muito más condições Paulo Pimenta

Fonte camarária adiantou, esta quarta-feira, que há boas probabilidades para que seja, finalmente, apresentada uma solução para o Invesurb. E uma solução que não passa pela dissolução do fundo, em risco de insolvência, mas pela entrada de um novo investidor, capaz de dar nova vida à entidade gestora dos terrenos do Aleixo que, neste momento, tem como accionistas, além do município, o empresário António Oliveira e empresas do Grupo Espírito Santo. O presidente da câmara, Rui Moreira, nunca pôs de parte que o futuro poderia passar pela dissolução do fundo, mas também fez saber – nomeadamente pela voz do seu chefe de gabinete Azeredo Lopes – que essa não era a solução que lhe agradava. “Uma das hipóteses é sempre a dissolução do fundo, [mas] o município do Porto quer dar um sinal claro – também este pedido de suspensão – que está a trabalhar numa solução. Vamos ver se se consegue chegar a bom porto”, disse Azeredo Lopes, depois de pedir a suspensão da AG de Janeiro.

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Fonte camarária adiantou, esta quarta-feira, que há boas probabilidades para que seja, finalmente, apresentada uma solução para o Invesurb. E uma solução que não passa pela dissolução do fundo, em risco de insolvência, mas pela entrada de um novo investidor, capaz de dar nova vida à entidade gestora dos terrenos do Aleixo que, neste momento, tem como accionistas, além do município, o empresário António Oliveira e empresas do Grupo Espírito Santo. O presidente da câmara, Rui Moreira, nunca pôs de parte que o futuro poderia passar pela dissolução do fundo, mas também fez saber – nomeadamente pela voz do seu chefe de gabinete Azeredo Lopes – que essa não era a solução que lhe agradava. “Uma das hipóteses é sempre a dissolução do fundo, [mas] o município do Porto quer dar um sinal claro – também este pedido de suspensão – que está a trabalhar numa solução. Vamos ver se se consegue chegar a bom porto”, disse Azeredo Lopes, depois de pedir a suspensão da AG de Janeiro.

As dúvidas subsistem também sobre o que irá acontecer às três torres que ainda continuam de pé. O projecto elaborado pela empresa Barbosa & Guimarães, que ganhou o concurso de ideias para os terrenos, lançado pelo fundo, previa a demolição de todas as torres (apenas duas foram demolidas, ainda pelo executivo de Rui Rio), a construção de sete edifícios de habitação, um destinado ao comércio e um parque público. Contudo, neste momento, ainda não será certo que o projecto será cumprido na íntegra.

Em termos urbanísticos, a solução preferida será uma solução integrada, que acomode interesses públicos e privados e projectos que não conflituem, para os terrenos do Aleixo e do Ouro. Estas duas parcelas, bem como as zonas envolventes, deverão integrar uma nova ARU a ser criada pelo município.  

Os terrenos do Ouro estão no centro de uma acção administrativa interposta por empresas do grupo EDP contra a câmara, na qual se exige ao município o pagamento de uma indemnização de quase 8,5 milhões de euros, acrescidos de juros de 4%. Os auditores da autarquia que avaliaram o Invesurb analisaram esta questão, aconselhando o executivo a ponderar “uma solução urbanística que salvaguarde os interesses municipais, conjugando os propósitos do Fundo com a urbanização dos ‘Terrenos do Ouro’, que permita o melhor desfecho possível do processo judicial em curso”.