Presidente da Escom ouvido na comissão BES

Hélder Bataglia é uma figura central no inquérito da AR.

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Comissão parlamentar ao BES regressa com figura central no inquérito Nuno Ferreira Santos

Bataglia é uma figura central no inquérito da AR, pois, para além de presidente e de accionista da Escom (controlada em 67% pelo GES), exerceu em simultâneo as funções de vice-presidente do BES Angola quando Álvaro Sobrinho era o principal executivo.

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Bataglia é uma figura central no inquérito da AR, pois, para além de presidente e de accionista da Escom (controlada em 67% pelo GES), exerceu em simultâneo as funções de vice-presidente do BES Angola quando Álvaro Sobrinho era o principal executivo.

A venda falhada da Escom à Newshold de Álvaro Sobrinho é um negócio que está a ser investigado pelo Ministério Público, nomeadamente, pelo destino dado a parte do sinal (que totalizou 52 milhões de euros) pago à ES Resources (a vendedora) e que depois de ter entrado na empresa desapareceu. Bataglia está na origem de várias operações financeiras para limpar divida da Escom de modo a poder justificar a avaliação que foi realizada em 2011 - 819 milhões de euros com a previsão de um valor de alienação, em 2016, de 700 milhões de euros.

Bataglia está também a ser investigado na Operação Monte Branco, por ser (em conjunto com Sobrinho) accionista da Akoya e seu cliente. Recorde-se que Ricardo Salgado, que usava os serviços da gestora de fortunas suíça para movimentar verbas entre veículos off-shores detidos por si, está impedido pelo Ministério Público de falar com Bataglia. Esta não é a primeira vez que Bataglia está no parlamento.

O gestor foi ouvido na comissão de inquérito ao processo de venda pela German Submarine Consortium de dois submarinos alemães ao Estado português, negócio que foi investigado pelo Ministério Público (entretanto ..) e que justificou em 2013 a constituição de Bataglia (Luís Horta e Costa e Pedro Ferreira Neto) como arguidos por corrupção activa, tráfico de influências e branqueamento de capitais.