Teatro Viriato dedica um mês de programação ao novo circo

Dentro e fora de portas do teatro municipal de Viseu há para ver, nos próximos três meses, estreias e produções nacionais e internacionais. Clara Andermatt vai ser a artista-residente.

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Pelos chapitôs vão passar produções nacionais e internacionais, de pequeno e grande formato, numa programação “muito forte” e que, segundo Paulo Ribeiro, director artístico do Teatro Viriato, tem uma componente “também ela muito forte” no trabalho de sensibilização e nos ateliers.

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Pelos chapitôs vão passar produções nacionais e internacionais, de pequeno e grande formato, numa programação “muito forte” e que, segundo Paulo Ribeiro, director artístico do Teatro Viriato, tem uma componente “também ela muito forte” no trabalho de sensibilização e nos ateliers.

"É uma programação um bocadinho inusitada, pois é a primeira vez que, em início de ano, vamos para a rua, com este frio. O Teatro Viriato tem sempre esta espécie de claustrofobia permanente e quer sempre sair fora de portas", acrescentou Paulo Ribeiro esta terça-feira de manhã, na apresentação da programação do teatro viseense, satisfeito com aquilo a que chamou “masoquismo cultural”.

O director artístico salientou que este festival é "um projecto global, não só pelos espectáculos, mas porque reúne uma série de actividades que tornam muito rica esta ideia de trabalhar o novo circo”. Ribeiro considera que esta arte cénica é a “menos desenvolvida” em Portugal e que está a “anos-luz”, por exemplo, da realidade de França, Noruega ou Suécia. “Enquanto na dança, no teatro ou na música estamos a par com o que se faz na Europa, nesta disciplina ainda temos de crescer”, sublinhou.

O coreógrafo acredita que o Circus Lab vai criar “pontes e laços” para o futuro a partir de Viseu, e que se se continuar a investir nesta área, “rapidamente teremos mais artistas”.

O festival começa, a 17 de Fevereiro, com as apresentações do Cirkus Xanti, da Noruega, com a criação Ambar, e da dupla francesa de músicos e acrobatas Bibeu e Humphrey. Pelas tendas, e até 22 de Março, passarão ainda as companhias Erva Daninha e a estreia do espectáculo Novo-Velho Circo, da Companhia Radar 360º, e da Companhia Clara Andermatt, coreógrafa que será, de resto, a artista-residente durante este ano no Teatro Viriato.

 

Dentro de portas

A temporada de 2015 do Teatro Viriato começa fora de portas, mas a programação para o primeiro trimestre acontece também no palco da sala de espectáculos de Viseu. A abrir, duas produções, By Heart e Bovary, de Tiago Rodrigues (dias 15 e 16 de Janeiro), jovem encenador que está actualmente a dirigir o Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa.

Na apresentação da temporada, Paulo Ribeiro destacou ainda a estreia da coreografia Matriz Arcaica da Sublimação do Corpo, de Pedro Ramos (22 e 23 de Janeiro), bailarino com quem trabalhou em Jim, e a presença de Clara Andermatt, que irá desenvolver, além de uma nova criação, trabalhos pedagógicos com a comunidade.

André Mesquita vai também regressar a Viseu com a criação Nostos. O Viriato acolherá ainda dois espectáculos da Companhia Mundo Perfeito, além de manter a parceria com o Cineclube de Viseu, que exibirá três curtas-metragens de Roman Polanski (4 de Fevereiro) acompanhadas com banda sonora original interpretada ao vivo.

Na música, Viseu vai receber os concertos de dois dos vencedores de anteriores edições do Concurso Internacional de Guitarra Clássica de Sernancelhe.

Em Março (dias 26 e 27), um grupo de jovens, encenado por Graeme Pulleyn e Marcio Meirelles, estreia uma nova peça de teatro no âmbito do K Cena – Projecto Lusófono de Teatro Jovem.