Horizonte 2020 vai financiar projectos conjuntos de universidades de vários países

Anúncio feito em Lisboa por Carlos Moedas, o novo comissário da investigação científica.

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Carlos Moedas na sua audição no Parlamento Europeu para se tornar comissário europeu da ciência YVES HERMAN/Reuters

O comissário – que participava no lançamento da campanha publicitária União Europeia: Trabalhamos para si, a ser lançada a 28 de Novembro em Portugal, Alemanha, Espanha, Finlândia, Letónia e Polónia, com anúncios na televisão e imprensa – salientou as vantagens do investimento europeu nesta área quando questionado sobre a redução do investimento em ciência em Portugal, sublinhando que os financiamentos europeus apoiam actualmente 35 projectos portugueses e, no anterior programa, ascenderam a mais de 100 milhões de euros.

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O comissário – que participava no lançamento da campanha publicitária União Europeia: Trabalhamos para si, a ser lançada a 28 de Novembro em Portugal, Alemanha, Espanha, Finlândia, Letónia e Polónia, com anúncios na televisão e imprensa – salientou as vantagens do investimento europeu nesta área quando questionado sobre a redução do investimento em ciência em Portugal, sublinhando que os financiamentos europeus apoiam actualmente 35 projectos portugueses e, no anterior programa, ascenderam a mais de 100 milhões de euros.

O novo programa contempla uma nova medida que “faz a passagem entre os países que têm mais dificuldades com os países que estão na linha de excelência”, permitindo a investigadores dos primeiros “unir-se a grandes universidades” para “concorrerem juntos a projectos”, explicou Carlos Moedas.

“É o que chamo a escada para a excelência. A ciência tem de ser baseada na excelência, mas temos de ajudar países que ainda estão no caminho para a excelência a lá chegar.”

O novo programa prevê, por outro lado, uma “simplificação dos processos para que as pessoas tenham menos dificuldade com a parte burocrática e para que novos atores consigam entrar”, prosseguiu o comissário.

Salientando que Portugal tem investigadores “entre os melhores do mundo”, Carlos Moedas desvalorizou a chamada “fuga de cérebros” que se acentuou nos últimos anos, afirmando tratar-se de um fenómeno internacional e sublinhando que essa mobilidade é muito importante na carreira de um investigador. “O Horizonte 2020 atrai cérebros para a Europa e eu estou aqui como comissário europeu, portanto o meu ponto é que os cérebros europeus estejam na Europa. Temos de pensar em termos de Europa.”