AT&T compra DirectTV por 48,5 milhões de dólares

Compra da maior operadora de TV por satélite dos Estados Unidos é a resposta ao negócio entre a Comcast e a Time Warner Cable, anunciado em Fevereiro.

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AT&T compra líder de satélite dos Estados Unidos para apostar nos conteúdos pagos Jonathan Alcorn/Reuters

O negócio “dá-nos a oportunidade de cumprir uma visão que tínhamos há alguns anos, de pegar em conteúdos premium e entregá-los aos nossos clientes através de diversas plataformas, sejam um smartphone, um tablet, uma televisão ou um PC”, afirmou o presidente executivo da AT&T, Randall Stephenson, citado pela Reuters.

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O negócio “dá-nos a oportunidade de cumprir uma visão que tínhamos há alguns anos, de pegar em conteúdos premium e entregá-los aos nossos clientes através de diversas plataformas, sejam um smartphone, um tablet, uma televisão ou um PC”, afirmou o presidente executivo da AT&T, Randall Stephenson, citado pela Reuters.

O negócio foi divulgado no domingo e é a resposta do grupo de telecomunicações de Dallas à operação anunciada há alguns meses pela Comcast Corp, que ofereceu 45.000 milhões de dólares (33.000 milhões de euros) pela Time Warner Cable com o objectivo de criar o maior operador de cabo e Internet do mercado norte-americano. A transacção está neste momento em fase de aprovação regulatória.

Já a AT&T, para facilitar a passagem do negócio pelo crivo das autoridades da Concorrência norte-americanas, anunciou a venda dos 8% que tem na America Movil, a operadora de telecomunicações do homem mais rico do mundo, o mexicano Carlos Slim. Isto porque, segundo a Reuters, a DirecTV tem cerca de 18 milhões de clientes espalhados pela América Latina e a AT&T tem em vista o potencial deste mercado, onde o ritmo de crescimento é superior ao dos Estados Unidos. A participação da AT&T na America Movil está avaliada em 5000 milhões de dólares (3650 milhões de euros).

Alguns analistas questionam o investimento avultado da AT&T (o valor global da operação sobe para 67.100 milhões de dólares, ou 49.000 milhões de euros, incluindo o valor da dívida da DirecTV), tendo em conta que se espera que o crescimento de serviços de vídeo online, como o Netflix e o Hulu, fará abrandar a procura de serviços de televisão por satélite nos próximos anos.

Mas a AT&T espera que a combinação do seu negócio com o da DirecTV, a maior operadora de satélite dos Estados Unidos, com cerca de 20 milhões de clientes, impulsione a venda de pacotes de serviços quadruple-play (que incluem comunicações móveis e fixas, banda larga e TV paga). Para já, garante que a operação lhe permitirá angariar mais 15 milhões de clientes de banda larga, essencialmente em zonas rurais, a somar aos 11 milhões de clientes de Internet que já tem.

Para a DirectTV, sedeada em El Segundo, na Califórnia, o negócio significa a entrada no mercado de banda larga e o fim definitivo daquele que tem sido um dos seus “calcanhares de Aquiles” face à concorrência das empresas de televisão por cabo, cujas redes lhes permitem oferecer serviços de Internet. O actual presidente da empresa, Mike White, irá continuar a dirigir o negócio.

Certo é que, quer no caso da Comcast, quer no caso da AT&T, as associações ligadas à defesa do consumidor já vieram rejeitar os negócios, considerando que nenhum serve os interesses dos consumidores.