Combustíveis impulsionam crescimento de 7% das exportações

Vendas de bens ao estrangeiro aceleraram em Novembro e vieram reforçam balanço positivo de 2013.

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Ao todo, as exportações totalizaram 4200 milhões de euros, com a saída de mercadorias a disparar 7,2% em relação a Novembro de 2012. Com isso, contabilizados os 11 primeiros meses do ano passado, o balanço das vendas de bens mantém-se ao mesmo ritmo, com um crescimento acumulado de 4,35%. Ao todo, foram exportados até Novembro mais de 43.840 milhões de euros, quando até ao mesmo mês do ano passado o volume exportado ascendia a quase 42.020 milhões.

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Ao todo, as exportações totalizaram 4200 milhões de euros, com a saída de mercadorias a disparar 7,2% em relação a Novembro de 2012. Com isso, contabilizados os 11 primeiros meses do ano passado, o balanço das vendas de bens mantém-se ao mesmo ritmo, com um crescimento acumulado de 4,35%. Ao todo, foram exportados até Novembro mais de 43.840 milhões de euros, quando até ao mesmo mês do ano passado o volume exportado ascendia a quase 42.020 milhões.

A UE continua a ser o principal destino das exportações portuguesas, somando 2980 milhões de euros em Novembro. Os países fora da Europa comunitária têm vindo a ganhar terreno e, graças a um crescimento de 8,7%, totalizaram nesse mês 1221 milhões de euros.

Para fora do espaço comunitário, as exportações dispararam de novo sob o impulso dos combustíveis, numa altura em que o crescimento das vendas está a beneficiar do aumento de capacidade de refinação da Galp, que no ano passado inaugurou uma nova unidade de produção. Entre os combustíveis mais exportados para fora da UE estão gasolinas para motor, gasóleo obtido a partir de óleos de petróleo ou de minerais betuminosos e gás natural, liquefeito.

Para além dos combustíveis, foram as vendas de minerais, minérios e produtos agrícolas (nomeadamente óleo de girassol e azeite) que deram um empurrão nas vendas para fora do círculo da UE, que totalizaram 1221 milhões de euros. Já para o espaço comunitário foram exportados 2980 milhões.

Mas se, em Outubro, Portugal tinha exportado bens no valor de 4230 milhões de euros, no mês seguinte, esse montante baixou em 29 milhões de euros (menos 0,7%), o que se explica com o desempenho das vendas de máquinas e aparelhos, produtos alimentares e plásticos e borrachas. O total exportado conseguiu, no entanto, ficar 283 milhões de euros acima do que um ano antes.

Se os combustíveis têm sido um dos grandes motores das exportações, uma vez que Portugal tem uma capacidade produtiva limitada neste campo, a tendência pode vir a esbater-se em função do aumento da procura interna, como alertava recentemente o Conselho das Finanças Públicas (CFP). Isto numa altura em que a queda da procura interna tem vindo a diminuir, levando o Governo a prever uma descida marginal de 0,3% este ano.

Também o Núcleo de Estudos de Conjuntura da Economia Portuguesa da Universidade Católica já veio admitir que o bom comportamento das exportações poderá ter atingido o limite. A tendência de crescimento dos combustíveis não é de agora. Este grupo de produtos têm sido o grande motor do crescimento das vendas ao exterior, dando um contributo decisivo para o bom desempenho das exportações na segunda parte do ano.

A expectativa do Governo é de que as exportações consigam chegar em 2013 a um máximo histórico – e para isso basta que em Dezembro basta que ultrapassem os 1400 milhões, um valor facilmente ultrapassável tendo em conta o ritmo mensal das mercadorias vendidas ao estrangeiro. A previsão do Governo para 2013, que inclui ainda os serviços, é de que as exportações cresçam 5,8%.

Já as importações, que já deverão apresentar um ligeiro crescimento, aproximaram-se em Novembro dos 4795 milhões de euros (uma quebra de 10% face a Outubro, mas um crescimento de 3,2% em relação a Novembro do ano anterior). A variação homóloga deve-se a um crescimento generalizado na entrada de quase todos os grupos de produtos, em particular de veículos, material de transporte, produtos agrícolas e máquinas.