As duas pedras no sapato do FMI

No relatório que resulta da última avaliação do programa da troika, o FMI quis passar duas mensagens. Repetidas vezes, e de uma forma quase obsessiva, o FMI insiste em alertar para os riscos, caso o Tribunal Constitucional (TC) venha a chumbar os cortes salariais na função pública ou a convergência das pensões. E ao mesmo tempo diz que ainda não tem um plano B para essa eventualidade. Era com isso que deveria preocupar-se o FMI. Se ele próprio tem tantas dúvidas sobre a legalidade das propostas, então deveria estar a preparar uma alternativa nos bastidores, em vez de pressionar o TC. A outra mensagem que o FMI quis deixar é que a austeridade ainda não terminou. E promete para a décima avaliação insistir na questão da flexibilidade salarial para espevitar a competitividade. A esta altura, o FMI já deveria ter percebido que não é retirando mais poder de compra aos portugueses que a economia vai descolar.

 


 


 


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No relatório que resulta da última avaliação do programa da troika, o FMI quis passar duas mensagens. Repetidas vezes, e de uma forma quase obsessiva, o FMI insiste em alertar para os riscos, caso o Tribunal Constitucional (TC) venha a chumbar os cortes salariais na função pública ou a convergência das pensões. E ao mesmo tempo diz que ainda não tem um plano B para essa eventualidade. Era com isso que deveria preocupar-se o FMI. Se ele próprio tem tantas dúvidas sobre a legalidade das propostas, então deveria estar a preparar uma alternativa nos bastidores, em vez de pressionar o TC. A outra mensagem que o FMI quis deixar é que a austeridade ainda não terminou. E promete para a décima avaliação insistir na questão da flexibilidade salarial para espevitar a competitividade. A esta altura, o FMI já deveria ter percebido que não é retirando mais poder de compra aos portugueses que a economia vai descolar.