Durão “é um trunfo largamente por explorar”, afirma António Monteiro

Conferência intitulada “Durão Barroso, um político para todas as estações”.

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Não faltaram elogios a Barroso Foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT (AFP)

“Tem novas oportunidades de servir Portugal se entender”, admitiu o antigo diplomata, referindo-se ao ex-primeiro-ministro.
“É um trunfo largamente por explorar, não há muitos como ele, Durão Barroso é um actor político e não tem nada de contemplativo”, disse António Monteiro perante uma plateia de embaixadores estrangeiros, diplomatas portugueses mas sem vestígios de barrosistas.

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“Tem novas oportunidades de servir Portugal se entender”, admitiu o antigo diplomata, referindo-se ao ex-primeiro-ministro.
“É um trunfo largamente por explorar, não há muitos como ele, Durão Barroso é um actor político e não tem nada de contemplativo”, disse António Monteiro perante uma plateia de embaixadores estrangeiros, diplomatas portugueses mas sem vestígios de barrosistas.

“Ainda não pensámos bem no trunfo que temos”, insistiu, ao PÚBLICO, o chefe da diplomacia portuguesa no Governo de Santana Lopes. “Se sei o risco que corri? Corri muitos”, retorquiu com uma gargalhada.

Na conferência intitulada “Durão Barroso, um político para todas as estações”, Monteiro acompanhou o percurso de Barroso, apontou as suas características, enumerou êxitos, escalpelizou reformas e destacou novidades.

Assim, a tão agora propalada diplomacia económica não nasceu recentemente. Foi ideia do primeiro-ministro Barroso com Martins da Cruz como ministro dos Negócios Estrangeiros.

“A sua maneira de agir é um activo para a Europa e ainda mais para nós”, afirmou António Monteiro quando abordou a questão delicada da saída, em 2004, de Durão de São Bento para Bruxelas: “É bom ter gente em pontos-chave.”

Do mesmo modo, destacou a importância do prestígio do presidente da Comissão Europeia: “É omnipresente no espaço europeu e internacional, é o político português com maior notoriedade internacional.”

Se Barroso “pôs uma sensibilidade portuguesa ao cargo de presidente da Comissão Europeia”, Monteiro, com um sorriso, deu garantias à plateia: “Ele mantém-se livre de qualquer dogmatismo e ideologia pré-concebida.” Como se sabe, nem sempre foi assim.