Cursos com procura "muito reduzida" não abrem vagas no próximo ano

Universidades vão poder reorientar a oferta para cursos “mais fortes”, anuncia secretário de Estado do Ensino Superior.

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O despacho para fixação de vagas no superior já seguiu para o CRUP e CCISP Rita Chantre

“Não vamos encerrar cursos, o que nós vamos fazer é, nalguns cursos, que têm procura muito reduzida, não abrir vagas”, disse. “Como os plafonds por instituição se mantêm, cada instituição pode reorientar as suas vagas para cursos mais fortes e ai concentrando a oferta, eventualmente reforçando com um perfil de especialização”, explicou.

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“Não vamos encerrar cursos, o que nós vamos fazer é, nalguns cursos, que têm procura muito reduzida, não abrir vagas”, disse. “Como os plafonds por instituição se mantêm, cada instituição pode reorientar as suas vagas para cursos mais fortes e ai concentrando a oferta, eventualmente reforçando com um perfil de especialização”, explicou.

Estas medidas, consideradas pelo governante como as “principais” de um despacho do Ministério da Educação com orientações para a fixação de vagas e dos cursos na rede do ensino superior, foi hoje entregue para consulta ao Conselho de Reitores e ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP).

João Queiró falava aos jornalistas, em Portalegre, à margem da cerimónia de tomada de posse do presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), Joaquim Mourato, que exerce também o cargo de presidente do CCISP.

De acordo com João Queiró, a introdução da articulação regional da oferta é outra das medidas que consta no despacho enviado pelo Ministério da Educação.

“Cada instituição pode conversar com as instituições suas vizinhas, regionalmente, no sentido de, supondo que todos oferecem cursos similares, com procura reduzida, podem conversar e manter o curso numa delas”, disse. Com isto “contribui-se”, segundo o governante, para o tema que “tanto se fala” da “racionalização da rede”.

Questionado pela Lusa sobre o despacho, o presidente do CCISP não quis comentar o teor do documento, uma vez que desconhece o seu conteúdo. “Aguardo. Só depois de ver é que vou pronunciar-me de uma forma mais concreta”, disse.