Chipre deve receber em Maio primeira parcela do resgate

Empréstimo europeu é o primeiro financiado inteiramente pelo mecanismo de estabilidade.

Foto
O empréstimo a Chipre ascende a 10 mil milhões de euros Nuno Ferreira Santos

De acordo com a decisão tomada pelo Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), a 25 de Março, o programa de assistência a Chipre ascende a 10 mil milhões de euros (9 mil milhões do MEE – sujeitos à aprovação do seu conselho de directores – e mil milhões de euros do Fundo Monetário Internacional – sujeitos à aprovação do seu conselho executivo), segundo um comunicado divulgado pelo MEE

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

De acordo com a decisão tomada pelo Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro), a 25 de Março, o programa de assistência a Chipre ascende a 10 mil milhões de euros (9 mil milhões do MEE – sujeitos à aprovação do seu conselho de directores – e mil milhões de euros do Fundo Monetário Internacional – sujeitos à aprovação do seu conselho executivo), segundo um comunicado divulgado pelo MEE

O presidente do conselho de governadores do MEE e presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou, citado no comunicado, que, “ao conceder empréstimos de até 9 mil milhões de euros, os países da zona euro estão a demonstrar solidariedade para com Chipre”.

O director do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Klaus Regling, afirmou, por sua vez, que o programa de resgate cipriota será o “primeiro” programa de ajustamento macroeconómico financiado inteiramente pelo mecanismo.

Até ao momento, o MEE financiou em 41 mil milhões de euros o programa de reforma do sector financeiro espanhol.

Além dos 10 mil milhões do programa de assistência financeira, Chipre terá de juntar outros 13.000 milhões de euros (equivalentes a 75% do Produto Interno Bruto) através da subida de impostos, de cortes na despesa, de um ambicioso programa de privatizações e da reestruturação bancária.