Deputados alemães aprovam resgate financeiro a Chipre

Além dos 10 mil milhões de euros que a troika vai emprestar, o governo local terá de conseguir mais 6000 milhões em três anos.

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O empréstimo a Chipre ascende a 10 mil milhões de euros Nuno Ferreira Santos

O ministro da Economia cipriota, Jaris Yeoryiadis, já veio alertar que os fundos públicos não devem chegar até ao final do mês. A primeira tranche de ajuda financeira da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) não deve chegar antes de Maio e, por isso, “a situação financeira é difícil e está no limite”, disse. No imediato, Chipre precisa de 75 milhões de euros para garantir o pagamento de salários e pensões à função pública.

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O ministro da Economia cipriota, Jaris Yeoryiadis, já veio alertar que os fundos públicos não devem chegar até ao final do mês. A primeira tranche de ajuda financeira da troika (Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia) não deve chegar antes de Maio e, por isso, “a situação financeira é difícil e está no limite”, disse. No imediato, Chipre precisa de 75 milhões de euros para garantir o pagamento de salários e pensões à função pública.

Além dos 10 mil milhões de euros que a  troika vai emprestar, o governo local terá de conseguir mais 6000 milhões em três anos. Em cima da mesa está o recurso às reservas de ouro, medida que se junta ao aumento de impostos sobre o rendimento e as empresas e à taxa sobre os depósitos bancários superiores a 100 mil euros.

Para tentar convencer os deputados a apoiar a ajuda financeira a Chipre, o ministro das Finanças alemão, Wofgang Schaeuble, disse que países como Portugal e Irlanda "estão no bom caminho". "Ambos puseram em prática grandes esforços, estão a cumprir o que é pedido pelos programas de ajuda e estão no bom caminho", afirmou.

Nos últimos três anos, têm-se verificado "progressos substanciais" na zona euro, reflectidos no aumento das exportações e na redução do défice público dos países do Sul da Europa.

“No nosso país e em particular nos países onde não se sente todos os dias a crise devemos lembrar-nos que as pessoas da Grécia, Portugal e Chipre estão a passar tempos difíceis”, disse Schaeuble.