Passos Coelho ouve Grândola, Vila Morena e insultos

"Indignação não é suficiente como resposta à crise", disse primeiro-ministro.

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Passos voltou a ser insultado Daniel Rocha

Os manifestantes, com uma faixa em que se lia “Fora, Passos” e “Fora, Portas”, esperaram Passos Coelho na entrada principal de um evento promovido pela rádio TSF, no Pátio da Galé, mas o chefe de Governo entrou por uma entrada lateral. À saída, e já ligeiramente em maior número, os manifestantes estavam na porta lateral e cantaram alguns versos do tema de José Afonso, que foi uma das senhas do 25 de Abril, Grândola, Vila Morena. À passagem da viatura de Passos Coelho, os manifestantes gritaram depois: “Gatuno! Gatuno! Gatuno!”.

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Os manifestantes, com uma faixa em que se lia “Fora, Passos” e “Fora, Portas”, esperaram Passos Coelho na entrada principal de um evento promovido pela rádio TSF, no Pátio da Galé, mas o chefe de Governo entrou por uma entrada lateral. À saída, e já ligeiramente em maior número, os manifestantes estavam na porta lateral e cantaram alguns versos do tema de José Afonso, que foi uma das senhas do 25 de Abril, Grândola, Vila Morena. À passagem da viatura de Passos Coelho, os manifestantes gritaram depois: “Gatuno! Gatuno! Gatuno!”.

Na conferência, Passos Coelho afirmou que se tornou um "imperativo democrático resistir à sedução das terríveis simplificações”. “Não podemos aceitar que os sacrifícios, as dificuldades e o sentimento das pessoas em Portugal e noutros países europeus sejam raptados por propostas impensadas que não fazem contas ao futuro ou por promessas que nunca chegam a ser alternativas realistas com princípio, meio e fim”, afirmou o primeiro-ministro.

Depois de na quarta-feira, na Universidade de Direito de Lisboa, ter sido alvo de insultos por um grupo de manifestantes, e de vários ministros terem igualmente ouvido a Grândola, Vila Morena e insultos em iniciativas públicas, Passos Coelho respondeu aos que protestam contra o Governo e as suas políticas: "Numa discussão travada com gritos de parte a parte, são sempre os que menos voz têm que acabam por perder mais. E uma menor voz não é sinónimo de menos razão." E defendeu que "não só ninguém se pode arrogar o monopólio da consternação perante as dificuldades e os sofrimentos das pessoas, como também a indignação por si só não é suficiente para constituir uma política de resposta à crise".