Cemitério de Belas assaltado mas ladrão pode ter deixado rasto

Ladrões vandalizaram e assaltaram o cemitério da freguesia de Belas, em Sintra, deixando um prejuízo de "milhares de euros".

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Coveiro foi suspenso por quatro meses depois de confessar o crime Sérgoi Azenha/Arquivo

Pela manhã, o cenário era desolador: os assaltantes roubaram placas, crucifixos, floreiras, imagens religiosas, jarras, e pelo caminho destruíram gavetões e campas. “Levaram tudo o que era de metal e partiram muita coisa”, descreve o presidente da junta de freguesia, Guilherme Dias.

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Pela manhã, o cenário era desolador: os assaltantes roubaram placas, crucifixos, floreiras, imagens religiosas, jarras, e pelo caminho destruíram gavetões e campas. “Levaram tudo o que era de metal e partiram muita coisa”, descreve o presidente da junta de freguesia, Guilherme Dias.

Nem uma camioneta de apoio aos serviços de jardinagem da junta escapou: os ladrões – não se sabe quantos, uma vez que não há testemunhas – levaram a bateria, o gasóleo que estava no depósito e várias ferramentas. O prejuízo ainda não foi calculado mas ronda os “milhares de euros”, segundo o presidente da junta, acrescentando que são os proprietários das campas que têm de arcar com as despesas relativas aos danos que tiveram.

O autarca acredita que a identificação dos ladrões deve ser mais rápida do que o habitual: foi encontrado na camioneta da junta de freguesia um cartão de utente do serviço nacional de saúde, pertencente a um homem que não trabalha no local nem é conhecido na freguesia. "Deve ser do assaltante", afirma Guilherme Dias. O cartão já foi entregue à polícia que está a investigar o crime. Segundo o autarca, o indivíduo é de Moreira, no concelho da Maia, Porto.

“Já não é a primeira vez que o cemitério é alvo de assaltos deste género”, lamenta Guilherme Dias. Além dos assaltos, o cemitério tem um historial de outros episódios caricatos: em Outubro, quatro coveiros foram denunciados à PSP por serem suspeitos de praticarem tiro ao alvo com ossadas.

“Os quatro coveiros andavam com uma pressão de ar a dar tiros aos ossos. Três ou quatro caveiras da vala comum estavam cheias de chumbos e já foram recolhidas pela polícia”, disse, na altura, Guilherme Dias.

Um deles continua ao serviço no cemitério, mas outros apresentaram a demissão. O caso ainda corre no tribunal.