Exclusão do ciclismo dos Jogos é "improvável"

O "caso" Lance Armstrong continua a afectar a imagem da modalidade a nível internacional.

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O ciclismo de estrada olímpico não está em causa, pelo menos por enquanto Cathal McNaughton/Reuters

A queda em desgraça do ex-vencedor da Volta à França por sete ocasiões veio colocar em causa a União Ciclística Internacional (UCI), acusada pela Agência Antidopagem Americana (USADA) de ter encoberto as ilegalidades cometidas pelo texano e os seus métodos durante o período em que Armstrong brilhava nas estradas.

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A queda em desgraça do ex-vencedor da Volta à França por sete ocasiões veio colocar em causa a União Ciclística Internacional (UCI), acusada pela Agência Antidopagem Americana (USADA) de ter encoberto as ilegalidades cometidas pelo texano e os seus métodos durante o período em que Armstrong brilhava nas estradas.

"Durante os últimos anos, a UCI trabalhou bastante em prol da luta contra o doping. Uma eventual exclusão do ciclismo do programa olímpico é muito improvável", afirmou o porta-voz do COI, Mark Adams.

Após uma década repleta de negações, Lance Armstrong terá admitido que se dopou numa entrevista concedida à estrela da televisão norte-americana Oprah Winfrey, que será transmitida nesta quinta-feira.

"Neste momento, é prematuro discutir este tema antes da transmissão da entrevista. Após a sua difusão, e depois de a USADA e a UCI fazerem os seus comentários, teremos uma ideia mais clara do que será a próxima etapa", acrescentou o porta-voz do COI.

Na terça-feira, o antigo presidente da Agência Mundial Antidopagem (AMA) e actual membro do COI, Dick Pound, afirmou que o COI deveria ser mais "duro" com o ciclismo.