A segunda-feira já não é o pior dia da semana

Investigadores americanos analisaram o humor de 340 mil pessoas. Afinal, a segunda é tão má como a terça, quarta ou quinta

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Sexta-feira continua a ser o dia mais feliz da semana mrlerone/ Flickr

Chamamos “cara de segunda-feira” àquele ar mal humorado com que iniciamos a semana e não é raro cruzarmo-nos nas redes sociais com imagens de desespero acompanhadas com frases de lamento - "ninguém merece”, “vai começar tudo de novo”, “oh nãoooo” – como mote para o início de semana.

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Chamamos “cara de segunda-feira” àquele ar mal humorado com que iniciamos a semana e não é raro cruzarmo-nos nas redes sociais com imagens de desespero acompanhadas com frases de lamento - "ninguém merece”, “vai começar tudo de novo”, “oh nãoooo” – como mote para o início de semana.

Mas um estudo publicado no The Journal of Positive Psychology veio trazer uma novidade: a segunda-feira já não é o dia mais odiado da semana. Ou, pelo menos, não é mais repudiado do que as terças, quartas ou quintas.

Depois de entrevistas a 340 mil pessoas, investigadores americanos descobriram que só há um dia na semana se destaca. E pela positiva: a sexta-feira. Era expectável: as pessoas expressaram mais felicidade e menos tristeza durante o dia que antecede e no fim-de-semana.

O mito tem de cair

O surpreendente foi verificar que todos os restantes dias da semana eram vividos da mesma foram: “Apesar da nossa crença sobre as terríveis segundas-feiras, acreditamos que essa ideia deve ser abandonada”, explicou à BBC um dos autores do estudo, Arthur Stone.

O que pode explicar a sensação das segundas como “terríveis” é mais o contraste com o dia anterior, o domingo, explica o professor da Universidade Stony Brook, em Nova York.

Também os reformados responderam que se sentiam mais felizes aos fins-de-semana, o que se pode dever ao facto de ser a oportunidade mais clara de estar com os familiares.

A cara de segunda-feira – ou de terça, quarta, quinta – não é apenas uma questão de humor. Os investigadores garantem que “o ânimo pode ter impacto nos nossos processos biológicos”, sendo, por isso, um importante factor na nossa saúde.