Portugal vai à Bienal de Veneza mostrar como Lisboa se transformou

"Lisbon Ground", exposição que representa Portugal na Bienal de Veneza, é inaugurada terça-feira. Siza Vieira vai ser distinguido com o prémio carreira

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O MUDE foi também seleccionado para a Bienal Fernando Guerra/Sergio Guerra

“Lisbon Ground”, a exposição que representa Portugal na 13ª Mostra Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza, vai ser inaugurada na terça-feira, com projectos arquitectónicos desenvolvidos em Lisboa. De acordo com a Direção-geral das Artes (DGArtes), entidade tutelada pela Secretaria de Estado da Cultura, responsável pela organização da representação portuguesa, a inauguração está prevista para as 18h30 (17h30 em Lisboa) no edifício Fondaco Marcello, em Veneza.

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“Lisbon Ground”, a exposição que representa Portugal na 13ª Mostra Internacional de Arquitectura da Bienal de Veneza, vai ser inaugurada na terça-feira, com projectos arquitectónicos desenvolvidos em Lisboa. De acordo com a Direção-geral das Artes (DGArtes), entidade tutelada pela Secretaria de Estado da Cultura, responsável pela organização da representação portuguesa, a inauguração está prevista para as 18h30 (17h30 em Lisboa) no edifício Fondaco Marcello, em Veneza.

O palácio é um dos espaços expositivos circundantes do recinto principal do certame, nos Giardini de Veneza, onde irá decorrer, no dia seguinte, quarta-feira, a sessão de inauguração oficial da Bienal de Arquitectura de Veneza. Nessa cerimónia, serão entregues os prémios do certame, entre eles o prémio de carreira ao arquitecto português Álvaro Siza Vieira, que por motivos de convalescença de um acidente que teve há alguns meses, não poderá estar presente.

Este ano a representação oficial de Portugal na Bienal de Arquitectura de Veneza faz-se com uma embaixada de arquitectos que ajudou a transformar Lisboa, reunidos no projecto “Lisbon Ground”. Comissariada por Inês Lobo, a exposição mostra obras de Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto de Moura, Gonçalo Byrne, Carrilho da Graça e dos irmãos Aires Mateus.

O ponto de partida para as escolhas foi o incêndio no Chiado, no coração de Lisboa, em Agosto de 1988, numa zona da cidade que foi depois recuperada com um projecto de Siza Vieira. Entre as escolhas da comissária para Veneza contam-se, além do trabalho de reconstrução do Chiado, o MUDE — Museu do Design, dos arquitectos Ricardo Carvalho e Joana Vilhena, o Museu dos Coches, coordenado pelo arquitecto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, e o projecto do terminal de cruzeiros de Lisboa, de Carrilho da Graça.

Há ainda o estudo urbano para o Parque Mayer e Jardim Botânico, de Manuel e Francisco Aires Mateus, e a requalificação da Ribeira das Naus, dos arquitectos paisagistas João Nunes e João Gomes da Silva. A participação será reforçada com um vídeo da realizadora Catarina Mourão, com depoimentos dos arquitectos convidados, com uma série de fotografias de Duarte Belo, da cidade e dos ateliers selecionados, e com textos do escritor italiano Antonio Tabucchi, recentemente falecido em Março deste ano em Lisboa.