Arquitecto português Paulo David distinguido com a Medalha Alvar Aalto

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Paulo David é o 11.º arquitecto galardoado e o segundo português, depois de Siza Vieira (1988), com a Medalha Alvar Aalto que é atribuída a um arquitecto ou escritório de arquitectura em reconhecimento de um contributo significativo para a arquitectura.

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Paulo David é o 11.º arquitecto galardoado e o segundo português, depois de Siza Vieira (1988), com a Medalha Alvar Aalto que é atribuída a um arquitecto ou escritório de arquitectura em reconhecimento de um contributo significativo para a arquitectura.

O trabalho de Paulo David, na opinião do júri, faz uma síntese convincente da arquitectura contemporânea e tradicional. Respeita as características locais da sua ilha natal da Madeira, criando uma nova camada histórica da paisagem secular da ilha. Os edifícios projectados por Paulo David podem ser considerados tanto paisagem como arquitectura.

Nas palavras do Júri, "o trabalho de David é localmente enraizado, mas ao mesmo tempo universal. É um alerta oportuno de que a arquitectura pode ser calma, serena, lírica, poderosa e "não-espectáculo". A sua obra continua a busca constante por uma arquitectura adequada, relevante e autêntica que se funde com a paisagem. O trabalho respeita e responde à "história, tempo, lugar, cultura e tecnologia" - a sua arquitectura é uma resposta, não uma imposição".

A medalha tem sido tradicionalmente atribuída pela data do aniversário de Alvar Aalto (3 de Fevereiro). O prémio é concedido pela Comissão que representa a Fundação Alvar Aalto, a Associação Finlandesa de Arquitectos/SAFA, a Fundação para o Museu de Arquitectura da Finlândia, a Sociedade Finlandesa de Arquitectura e da Cidade de Helsínquia.

Paulo David que hoje participou na abertura de uma exposição sobre a Medalha Alvar Aalto no Museu de Arquitectura da Finlândia, licenciou-se em arquitectura em 1989 pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Colaborou com os arquitectos Gonçalo Byrne e João Luis Carrilho da Graça, em diversos projectos de arquitectura, em Lisboa, cidade onde viveu doze anos.

Em 2003 cria o seu próprio ateliê no Funchal, através do qual tem desenvolvido projectos em diferentes áreas e programas, equipamentos, habitação, requalificação de edifícios e espaços públicos. Entre outras distinções, recebeu o Prémio Fad – Arquitectura Ibérica (2007), pelo Complexo das Salinas, em Câmara de Lobos a a primeira edição do Prémio Enor Portugal (2005), pelo Centro das Artes – Casa das Mudas , na Calheta, obra seleccionada nesse ano para o Prémio Europeu de Arquitectura Contemporânea Mies Van der Rohe.