Comissão Política do Bloco reúne-se hoje para analisar resultados eleitorais

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Louçã assumiu ser o responsável pelos maus resultados Daniel Rocha (arquivo)

A reunião está marcada para as 15h00, na sede do partido, estando previstas declarações ao final da tarde. Quanto à Mesa Nacional, órgão máximo do partido, reúne-se no dia 18.

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A reunião está marcada para as 15h00, na sede do partido, estando previstas declarações ao final da tarde. Quanto à Mesa Nacional, órgão máximo do partido, reúne-se no dia 18.

O PSD venceu as eleições legislativas de domingo com 38,6 por cento, elegendo 105 deputados, o PS obteve 28 por cento (73 deputados), o CDS-PP 11,7 por cento (24 deputados), o PCP 7,9 por cento (16 deputados) e o Bloco de Esquerda 5,2 por cento (oito deputados). Faltam ainda apurar os quatro deputados pelos círculos da emigração.

O Bloco obteve 288.076 votos, pouco mais de metade dos alcançados em 2009, vendo o seu grupo parlamentar reduzido de 16 para oito deputados.

Da Comissão Política do BE fazem parte o coordenador do partido, Francisco Louçã, e os dirigentes Luís Fazenda, Miguel Portas, Fernando Rosas, Ana Drago, Helena Pinto, Mariana Aiveca, Cecília Honório, Jorge Costa, José Gusmão, Rita Calvário, António Chora, João Teixeira Lopes, Pedro Soares, João Semedo e José Moura Soeiro, cabendo a este órgão marcar a data da reunião da Mesa Nacional.

O ainda líder parlamentar do BE, José Manuel Pureza, que falhou a eleição para deputado, também tem assento na Comissão Política do partido.

O partido elegeu três deputados em Lisboa, dois no Porto, um por Aveiro, um por Faro e um por Setúbal.

O coordenador do BE, Francisco Louçã, assumiu ser “o primeiro dos responsáveis” nos resultados do partido mas considerou que, apesar da derrota, os bloquistas não estão “vencidos”.

Questionado sobre se teria condições para continuar na liderança do partido, o coordenador explicou que “a direcção do partido é escolhida pela convenção” mas que o seu lugar “está sempre nas mãos do partido”.

Gil Garcia, líder da principal corrente de oposição à direcção do BE, a Ruptura/FER, e Daniel Oliveira, antigo dirigente do BE (ex-Política XXI), defenderam a demissão da Comissão Política do partido e a marcação de uma convenção extraordinária.