Marina Silva obriga Dilma a disputar segunda volta com Serra

Foto
Dilma Rousseff depois de votar em Porto Alegre Sérgio Moraes/Rueters

Segundo os últimos números oficiais do Tribunal Eleitoral, o candidado social-democrata José Serra estava com 33,1 por cento, e Marina Silva, dos Verdes, contava com 19,9 por cento.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Segundo os últimos números oficiais do Tribunal Eleitoral, o candidado social-democrata José Serra estava com 33,1 por cento, e Marina Silva, dos Verdes, contava com 19,9 por cento.

A grande responsável pelo resultado abaixo das expectativas de Dilma terá sido Marina Silva, ex-ministra do Ambiente do Governo Lula, que fez uma campanha surpreendente e parece ter “roubado” votos à candidata favorita.

Dilma vence no Porto

Dilma Rousseff arrecadou 58 por centos dos votos entre os eleitores externos do Consulado do Brasil no Porto, um dos dois pontos em Portugal onde os brasileiros residentes no país foram às urnas.

José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o maior opositor ao Governo Lula, ficou nos 27, 9 por cento. E a "verde" Marina Silva alcançou 12,9 por cento, garantiu à Lusa fonte do Consulado.

A abstenção no Porto foi muito superior à participação, que não ultrapassou os 35,5 por cento.

De Lisboa – a segunda cidade mundial com mais eleitores brasileiros externos, quase 13 mil – não são conhecidos resultados até ao momento. O Porto é a quinta cidade mundial onde mais eleitores votaram fora da terra natal, quase 12 mil.

Em Portugal, os eleitores votaram apenas para eleger o Presidente e o vice-presidente, ao contrário do que acontece no Brasil, em que as eleições de hoje foram gerais – tendo ido a votos cargos de governador, senador e deputado.

As eleições no Brasil correram com normalidade, apesar da prisão de 400 pessoas por terem praticado propaganda irregular à boca das urnas, segundo fez saber o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entidade responsável pelo escrutínio.

No Brasil, a votação encerrou oficialmente às 18h00 (22h00 em Portugal Continental).

Notícia actualizada às 00h04 e corrigida às 00h45