Liga: Benfica perde com Trofense e diz adeus ao primeiro lugar

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Maxi Pereira e Mercio Santos lutam bela bola: o líder foi destronado pelo último classificado Miguel Vidal/Reuters

A equipa de Quique Flores ainda chegou a prometer alguma coisa nos primeiros minutos, mas desperdiçou duas excelentes oportunidades de golo. Moreira contribuiu para o descalabro, ao facilitar no golo inaugural de Reguila, e depois nem ele nem a equipa resistiu ao futebol de Hélder Barbosa e companhia. Os “encarnados” nunca deram a ideia de serem capazes de inverter o resultado e quem agradeceu foi o Trofense que, com uma exibição segura, despediu-se do último lugar da tabela.

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A equipa de Quique Flores ainda chegou a prometer alguma coisa nos primeiros minutos, mas desperdiçou duas excelentes oportunidades de golo. Moreira contribuiu para o descalabro, ao facilitar no golo inaugural de Reguila, e depois nem ele nem a equipa resistiu ao futebol de Hélder Barbosa e companhia. Os “encarnados” nunca deram a ideia de serem capazes de inverter o resultado e quem agradeceu foi o Trofense que, com uma exibição segura, despediu-se do último lugar da tabela.

Quique Flores optou por fazer algumas alterações na equipa. Katsouranis castigado cedeu o lugar a Binya. Yebda e Cardozo também ficaram no banco, apostando na dupla Carlos Martins e Aimar para o meio campo. E os primeiros minutos foram promissores para o técnico espanhol.

O Benfica entrou melhor. Conseguiu empurrar o Trofense para o último terço do terreno. Logo no primeiro minuto teve uma oportunidade de golo, daquelas que é proibido desperdiçar — cruzamento de Jorge Ribeiro e Suazo a surgir sem oposição, mas a cabecear para defesa de Paulo Lopes. Foi uma das poucas oportunidades claras de golo de uma equipa que teve um Aimar ausente, um Di María inexistente e um Suazo que praticamente não se viu. Binya, então, foi um verdadeiro desastre e nem Moreira escapou ao ficar ligado de forma indelével ao primeiro golo do Trofense.

Com tudo isto, a equipa do Benfica passou muito tempo a bater no muro constituído pela defesa da equipa da casa, que apostou, sobretudo, em defender bem e sair rápido para o contra-ataque por intermédio da dupla Reguila e Hélder Barbosa. O segundo esteve particularmente bem. Conseguiu confundir por várias vezes Maxi Pereira e foi dos seus pés que saíram algumas das jogadas mais perigosas para a baliza de Moreira.

Aos 13’, o Trofense teve a primeira oportunidade de chegar ao golo — Paulinho amorteceu para o remate de Delfim que saiu ao lado. Logo a seguir, o Benfica voltou a ter uma oportunidade de ouro para marcar. Mas, mais uma vez, desperdiçou de forma incrível. Desta vez por Aimar. O argentino isolou-se, mas foi incapaz de ultrapassar Paulo Lopes.

E mesmo em cima do intervalo veio um verdadeiro balde de água fria para os muitos adeptos do Benfica que encheram por completo o estádio do Trofense — Hélder Barbosa viu bem a desmarcação de Reguila, colocou-lhe a bola e o avançado teve tempo para tudo, até porque Jorge Ribeiro ainda estava no meio-campo. O avançado preparou o remate, disparou e contou ainda com a colaboração de Moreira que deixou fugir a bola entre as mãos.

A perder, Quique Flores mexeu na equipa. Na segunda parte, tirou Di María e fez entrar Cardozo. Mas pouco ou nada se alterou. Binya continuava incapaz de dar consistência ao meio-campo, somando disparate atrás de disparate e Aimar não conseguia dar o risco necessário ao jogo do Benfica.

A entrada de Yebda não alterou fosse o que fosse. E o Trofense continuou a jogar com toda a tranquilidade por todo o campo, manteve sempre o mesmo fio de jogo e, aos 78’, Hélder Barbosa teve nos pés o segundo golo. O remate saiu por cima da barra. Mas, aos 82’, não, quando aproveitou o bom trabalho de Pinheiro e fixou o resultado.

Ficha do jogo

Estádio do Trofense, na Trofa


Assistência

5.138 espectadores

Trofense

Paulo Lopes; Paulinho, Valdomiro, Miguel Ângelo, Tiago Pinto; Milton do Ó, Delfim (Areias, aos 69’), Mércio, Hugo Leal (Pinheiro, aos 81’); Hélder Barbosa (David Caiado, aos 84’), Reguila

Benfica

Moreira; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei, Jorge Ribeiro; Ruben Amorim (Balboa, aos 70’), Binya, Carlos Martins (Yebda, aos 68’), Di María (Cardozo, 46’); Aimar, Suazo

Árbitro

Jorge Sousa, do Porto

Amarelos

Miguel Ângelo (43’), Reguila (44’), Binya (48’ e 64’), Suazo (55’), Milton do ” (68’), Jorge Ribeiro (69’), Maxi Pereira (77’)

Vermelho

Binya (64’)

Golos

1-0, por Reguila, aos 45’; 2-0, por Hélder Barbosa, aos 82’

Notícia actualizada às 22h53