Happy Birdthay!

Foto

É como se os dois alemães percorressem os recantos mais obscuros das grandes cidades, assimilando muita da música que aí se ouve e cria (dubstep, grime, dancehall, baile funk, figuras mutantes de hip-hop), para depois tratarem electronicamente essas formas, partindo de linguagens como o tecno ou electro. Nesse sentido, é um disco ainda mais ecléctico do que o primeiro (a que não será estranha a longa lista de convidados, de Thom Yorke dos Radiohead ao cantor reggae Paul St Hillaire), com temas que se aproximam mais das electrónicas abstractas ("B.M.I.", "Hyper hyper"), do tecno para rebentar nas pistas de dança ("Edgar"), da criação de momentos ambientais ("Em ocean", "The wedding toccata theme") ou de híbridos compostos a partir de tipologias urbanas ("Godspeed", "2000007", "Happy birthday", "Late check-out"). A dar sentido a esta aparente dispersão, uma mesma maneira de tratar os materiais à sua disposição. Mesmo quando estamos perante temas que remetem para linguagens estabelecidas, há sempre um elemento dissonante que vem perturbar esses códigos, atribuindo-lhe características próprias. “Happy Birthay!” será menos imediato e eficaz que o antecessor "Hello Mom!", mas é igualmente entusiasmante.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

É como se os dois alemães percorressem os recantos mais obscuros das grandes cidades, assimilando muita da música que aí se ouve e cria (dubstep, grime, dancehall, baile funk, figuras mutantes de hip-hop), para depois tratarem electronicamente essas formas, partindo de linguagens como o tecno ou electro. Nesse sentido, é um disco ainda mais ecléctico do que o primeiro (a que não será estranha a longa lista de convidados, de Thom Yorke dos Radiohead ao cantor reggae Paul St Hillaire), com temas que se aproximam mais das electrónicas abstractas ("B.M.I.", "Hyper hyper"), do tecno para rebentar nas pistas de dança ("Edgar"), da criação de momentos ambientais ("Em ocean", "The wedding toccata theme") ou de híbridos compostos a partir de tipologias urbanas ("Godspeed", "2000007", "Happy birthday", "Late check-out"). A dar sentido a esta aparente dispersão, uma mesma maneira de tratar os materiais à sua disposição. Mesmo quando estamos perante temas que remetem para linguagens estabelecidas, há sempre um elemento dissonante que vem perturbar esses códigos, atribuindo-lhe características próprias. “Happy Birthay!” será menos imediato e eficaz que o antecessor "Hello Mom!", mas é igualmente entusiasmante.