Indispensável

A crítica nunca soube muito bem o que fazer com Peter Bogdanovich, sobretudo depois do fabuloso, e tão pouco amado, "Romance em Nova-Iorque" (1981), o verdadeiro canto do cisne da "princesa" Audrey Hepburn. Por outro lado, desde 1993 que todos os seus filmes se destinavam ao pequeno ecrã. Dito isto, "O Miar do Gato" não enfileira ao lado do melhor Bogdanovich, mas é uma ficção elegante e bem construída sobre um "fait divers" (com Hearst, Chaplin e Marion Davies numa intriga quase policial), do tipo dos escândalos que fazem as delícias dos leitores de "Hollywood Babylon". E tem a marca do cineasta na direcção de actores e na eficácia da montagem. Indispensável para cinéfilos ... e para os outros também.

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A crítica nunca soube muito bem o que fazer com Peter Bogdanovich, sobretudo depois do fabuloso, e tão pouco amado, "Romance em Nova-Iorque" (1981), o verdadeiro canto do cisne da "princesa" Audrey Hepburn. Por outro lado, desde 1993 que todos os seus filmes se destinavam ao pequeno ecrã. Dito isto, "O Miar do Gato" não enfileira ao lado do melhor Bogdanovich, mas é uma ficção elegante e bem construída sobre um "fait divers" (com Hearst, Chaplin e Marion Davies numa intriga quase policial), do tipo dos escândalos que fazem as delícias dos leitores de "Hollywood Babylon". E tem a marca do cineasta na direcção de actores e na eficácia da montagem. Indispensável para cinéfilos ... e para os outros também.