UNITA afastada do negócio dos diamantes

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Os delegados vão avançar com um processo para estudar as formas de regular o seu comércio a nível internacional Martial Trezzini/EPA

O porta-voz do Conselho Superior do Diamante de Antuérpia, Iuri Steverlinck, não tem dúvidas no caso da produção angolana. "De certeza que não há diamantes produzidos pela UNITA à venda em Antuérpia", garantiu Steverlinck."No nosso sector, a sensibilidade para esta problemática é muito grande e todos se dão conta de que há um risco enorme em incorrer nessa prática. O nosso mercado é suficientemente grande e não queremos esses diamantes", disse o responsável pelo comércio de diamantes na Antuérpia, o maior entreposto diamantífero do mundo.
"Se tivermos provas concretas contra um comerciante que compre ou venda diamantes provenientes da UNITA, ele será definitivamente repudiado da nossa comunidade", disse Iuri Steverlinck à TSF.
Segundo o vice-ministro das minas angolano, António Sumbula, a UNITA está "ligada à guerrilha e um movimento em guerrilha não pode produzir diamantes, mas admitimos que residualmente alguns elementos da UNITA façam garimpo, mas não uma produção industrial susceptível de alimentar o esforço da guerra".
"Se a UNITA hoje está a vender diamantes em quantidades industriais, são os que tinha em 'stock'", acrescentou o vice-ministro angolano.
Quanto à possibilidade de Portugal, pelas suas especiais ligações a África, ser um dos "pontos de entrada" de diamantes ilegais no espaço comunitário, o responsável do Conselho Superior do Diamante na Antuérpia esclareceu que "não há elementos concretos que permitam dizer que Portugal é um ponto de passagem" de diamantes produzidos pelos rebeldes angolanos.
Iuri Steverlinck está convicto de que "o Estado português tem consciência do risco" e que tomou "as medidas correctas" para impedir o tráfico.
Até amanhã, os delegados porão definitivamente em marcha o chamado Processo de Kimberley, iniciado pelos países africanos exportadores de diamantes para estudar as formas de regular o seu comércio a nível internacional, informa a Lusa.

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O porta-voz do Conselho Superior do Diamante de Antuérpia, Iuri Steverlinck, não tem dúvidas no caso da produção angolana. "De certeza que não há diamantes produzidos pela UNITA à venda em Antuérpia", garantiu Steverlinck."No nosso sector, a sensibilidade para esta problemática é muito grande e todos se dão conta de que há um risco enorme em incorrer nessa prática. O nosso mercado é suficientemente grande e não queremos esses diamantes", disse o responsável pelo comércio de diamantes na Antuérpia, o maior entreposto diamantífero do mundo.
"Se tivermos provas concretas contra um comerciante que compre ou venda diamantes provenientes da UNITA, ele será definitivamente repudiado da nossa comunidade", disse Iuri Steverlinck à TSF.
Segundo o vice-ministro das minas angolano, António Sumbula, a UNITA está "ligada à guerrilha e um movimento em guerrilha não pode produzir diamantes, mas admitimos que residualmente alguns elementos da UNITA façam garimpo, mas não uma produção industrial susceptível de alimentar o esforço da guerra".
"Se a UNITA hoje está a vender diamantes em quantidades industriais, são os que tinha em 'stock'", acrescentou o vice-ministro angolano.
Quanto à possibilidade de Portugal, pelas suas especiais ligações a África, ser um dos "pontos de entrada" de diamantes ilegais no espaço comunitário, o responsável do Conselho Superior do Diamante na Antuérpia esclareceu que "não há elementos concretos que permitam dizer que Portugal é um ponto de passagem" de diamantes produzidos pelos rebeldes angolanos.
Iuri Steverlinck está convicto de que "o Estado português tem consciência do risco" e que tomou "as medidas correctas" para impedir o tráfico.
Até amanhã, os delegados porão definitivamente em marcha o chamado Processo de Kimberley, iniciado pelos países africanos exportadores de diamantes para estudar as formas de regular o seu comércio a nível internacional, informa a Lusa.