Henrique Neto lamenta que Cavaco se tenha tornado mais um “componente da crise política”

O candidato a Belém defende que o Presidente da República deveria ter chamado PS e coligação PSD/CDS para tentar formar um acordo que legitimasse a maioria dos votos dos portugueses e não se tivesse perdido em “interesses partidários”.

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Rui Gaudêncio

O candidato à Presidência da República Henrique Neto criticou esta quarta-feira a actuação de Cavaco Silva no rescaldo das eleições legislativas, considerando que foi “incapaz de assumir uma posição firme de exigência às lideranças partidárias".

“Infelizmente, o actual Presidente da República, em vez de procurar promover uma solução política forte, tornou-se ele próprio, voluntariamente, mais uma componente da crise política”, acentuou Henrique Neto numa conferência de imprensa em Lisboa.

O empresário e antigo deputado socialista frisou que teria um comportamento muito diferente caso fosse eleito para o lugar de Cavaco Silva. Henrique Neto diz que, imediatamente após se saber o resultado das legislativas, chamaria “conjuntamente” Pedro Passos Coelho e António Costa para que pudessem debater uma solução de estabilidade política durante quatro anos.

Para o candidato a Belém, o facto de 70% dos eleitores terem votado nestas duas forças políticas é um sinal nítido da vontade dos portugueses e deixaria claro aos líderes dos dois partidos que a não obtenção de um consenso seria um “fracasso que o país dificilmente compreenderia”.

Henrique Neto refere que chamar os “restantes partidos” a Belém seria apenas uma “segunda solução” e que teria cuidado em alertar os respectivos líderes para as “responsabilidades que assumiam, nacionais e internacionais, e que teriam de ser formalmente aceites”.

No seguimento das palavras de outro candidato à Presidência da República, Cândido Ferreira, que se revoltava com o pouco interesse da comunicação social pelas candidaturas independentes, também Henrique Neto notou a dificuldade em fazer-se notar na imprensa portuguesa. “É difícil o candidato dar-se a conhecer ao país, a si e a quaisquer ideias válidas.”

Notícia editada por Leonete Botelho

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