Patrícia Mamona falha o pódio e termina em sexto na final do triplo salto

A venezuelana Yulimar Rojas sagrou-se campeã mundial do triplo salto em pista coberta, batendo o recorde do mundo.

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Patrícia Mamona Reuters/ALEKSANDRA SZMIGIEL

Patrícia Mamona, vice-campeã olímpica, falhou a ida ao pódio da prova do triplo salto feminino nos Mundiais de atletismo de pista coberta, terminando a final no sexto lugar, graças àquele que foi o seu melhor salto (14,42m). A campeã do mundo, pela terceira vez consecutiva, foi a venezuelana Yulimar Rojas, que bateu o recorde do mundo com um salto a 15,74m.

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Patrícia Mamona, vice-campeã olímpica, falhou a ida ao pódio da prova do triplo salto feminino nos Mundiais de atletismo de pista coberta, terminando a final no sexto lugar, graças àquele que foi o seu melhor salto (14,42m). A campeã do mundo, pela terceira vez consecutiva, foi a venezuelana Yulimar Rojas, que bateu o recorde do mundo com um salto a 15,74m.

A atleta portuguesa melhorou o seu melhor resultado da temporada que era 14,17m, marca que a colocava como a 10.ª melhor das finalistas, mas nunca se aproximou das marcas que lhe poderiam dar acesso às medalhas.

Mamona iniciou a final com um salto a 14,27m, baixando um pouco na segunda tentativa (14,24m). Foi à terceira tentativa que a portuguesa alcançou aquele que seria o seu melhor registo (14,42m), marca que ainda repetiria no seu último ensaio, depois de ter registado dois saltos nulos.

Em primeiro lugar ficou, sem surpresa a venezuelana Yulimar Rojas, campeã olímpica e recordista mundial,​ que, ao seu último ensaio, bateu o recorde do mundo do triplo salto feminino em pista coberta ao saltar 15,74m (o anterior melhor registo, 15,67m, também lhe pertencia e foi fixado nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2021), deixando a segunda classificada, a ucraniana Maryna Bekh-Romanchuck a, precisamente, um metro de distância, enquanto em terceiro lugar ficou a jamaicana Kimberly Williams, com 14,59m.

No final da competição Patrícia Mamona admitiu que sentia que vali mais do que os 14,42m que fez nestes Mundiais. “Sei que estava a valer mais e sei que estou a valer mais do que o meu recorde pessoal e sei que estou a valer mais do que deram as medalhas. Agora é focar naquilo que posso fazer e vamos ao Verão”, referiu Mamona.

“Eu arrisquei, porque sabia que para estar nas medalhas tinha de arriscar. Infelizmente arrisquei um pouco demais. Tive um nulo muito pequeno que dava para as medalhas, mas os nulos não contam. Sinceramente acho que até estava melhor do que o que pensava, porque tenho dificuldades neste tipo de pista. Tenho de meter na cabeça que numa pista levantada ou no chão eu posso saltar muito. Agora tenho mesmo de me focar, não posso fazer nada sobre o que já passou e eu sou uma lutadora, vamos a isso, estou com muito fogo cá dentro para o Verão”, afiançou.

“O melhor que já fiz num Mundial foi um quarto lugar e agora estou ainda com mais fogo para saltar ainda mais. A meio da época já estou a pensar no que realmente interessa, vamos para o Verão para dar tudo, se Deus quiser sem percalços, embora tive uma época que começou um pouco tarde, devido a uma lesão, mas isso não é desculpa”, afirmou.

Sobre os Mundiais ao ar livre, em Eugene, nos Estados Unidos, em Julho, a campeã europeia indoor acredita que “vai ser um Mundial muito apertado em que há muitas atletas que já estão à procura dos 15 metros”, marca que quer repetir.

“Agora tenho de repetir e aproveitar este sentimento de fogo cá dentro e começar a época a bombar”, referiu.