A primeira vitória de Azparren aconteceu na Volta ao Alentejo

Basco da Euskaltel-Euskadi ganhou a segunda etapa da prova, com a “bênção” de Tiago Machado.

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A palavra de Tiago Machado valeu esta quinta-feira a primeira vitória como profissional a Xabier Azparren, o basco da Euskaltel-Euskadi que fugiu para a camisola amarela da Volta ao Alentejo em bicicleta, na segunda etapa da 39.ª edição.

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A palavra de Tiago Machado valeu esta quinta-feira a primeira vitória como profissional a Xabier Azparren, o basco da Euskaltel-Euskadi que fugiu para a camisola amarela da Volta ao Alentejo em bicicleta, na segunda etapa da 39.ª edição.

O veterano português da Rádio Popular-Paredes-Boavista, de 36 anos, e o jovem de 23 anos aliaram-se a 20 quilómetros do final, resistiram à perseguição do pelotão e cortaram a meta em Portel sete segundos antes dos perseguidores, após 4h29m23s a pedalar, com Machado a “oferecer” o triunfo e a liderança da geral ao “miúdo” de San Sebastián.

“O Machado disse-me que se eu puxasse até à meta, ele não se iria fazer ao sprint. Foi um senhor, um homem de palavra e agradeço-lhe muitíssimo”, revelou aos jornalistas o ciclista da Euskaltel-Euskadi, ainda eufórico por celebrar a sua primeira vitória como profissional.

Campeão espanhol de contra-relógio nas categorias de sub-23 (2019) e júnior (2016), Azparren “sprintou” também para a amarela da “Alentejana”, que “roubou” ao venezuelano Orluis Aular (Caja Rural), agora vice-líder da geral, a três segundos do basco.

“Ontem [quarta-feira], não tivemos um grande dia e, hoje, saímos para a etapa com intenção de disputá-la, de endurecê-la e os meus colegas fizeram um trabalho incrível, a levar a corrida muito rápida. A mim coube-me rematar. Ofereceram-me isto de bandeja”, disse ainda o novo líder da geral.

A mais longa das tiradas da 39.ª Volta ao Alentejo “convidava” às fugas, mas estas tardaram em formar-se. Após idas e vindas, Iker Ballarin (Euskaltel-Euskadi) e Pedro Miguel Lopes (Rádio Popular-Paredes-Boavista) uniram-se na dianteira, ao quilómetro 79 dos 187,7 entre Beja e Portel, e alcançaram uma vantagem que superou por pouco os dois minutos.

Os fugitivos não iriam longe, sendo absorvidos, graças ao trabalho da Caja Rural, à saída de Reguengos de Monsaraz, onde Orluis Aular bonificou pela segunda vez numa meta volante, amealhando dois segundos na tentativa de defesa da amarela.

O sul-africano Chris Jacobus Jooste (JV Perfis) ainda tentou a sorte em solitário, mas a Burgos-BH, a W52-FC Porto e a Euskaltel-Euskadi impuseram a sua lei, apanhando o fugitivo a 25 quilómetros da meta.

Foi aí que “saltaram” para a frente Machado e Azparren, que, contra todas as probabilidades, contrariaram a teórica hegemonia do pelotão, cortando a meta em Portel sete segundos antes do grupo, onde seguia o “destronado” e desiludido Aular, terceiro na segunda etapa, à frente de João Matias e Leangel Linarez, o duo de homens rápidos da Tavfer-Mortágua-Ovos Matinados.

“É verdade que a etapa não correu como queríamos. É uma pena, mas continuamos na luta. Esta é uma Volta que será discutida nas bonificações e nas classificações de cada etapa. A minha equipa fez um grande trabalho, mas as coisas não saíram como planeámos”, admitiu à Lusa o venezuelano.

Machado, que recusou falar com os jornalistas, é terceiro da geral, a seis segundos, com Iúri Leitão (Caja Rural) na quarta posição, já a 13 segundos.

Na sexta-feira, Xabier Azparren iniciará a defesa da amarela nos 176,6 quilómetros entre Elvas e Ponte de Sor, numa jornada em que, presumivelmente, se assistirá a nova luta pelas bonificações distribuídas nas metas volantes e na meta.