Sporting volta a ganhar, mas pode ter perdido Palhinha

Com uma exibição q.b., os “leões” derrotaram o Tondela e somaram a 11.ª vitória consecutiva, mas o médio saiu lesionado a cinco dias do derby de Lisboa.

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LUSA/MANUEL DE ALMEIDA

Com uma exibição sóbria e consistente, o Sporting somou neste domingo a 11.ª vitória consecutiva em todas as competições ao derrotar no Estádio de Alvalade o Tondela, por 2-0. Numa partida em que os tondelenses apresentaram-se desfalcados devido a casos positivos de covid-19, os “leões” foram melhores e ganharam com golos de Pablo Sarabia (10’) e Paulinho (50’). No entanto, muito provavelmente perderam Palhinha para o derby de Lisboa: a cinco dias de defrontar o Benfica, o médio pode ter sofrido uma lesão muscular e abandonou o relvado em lágrimas.

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Com uma exibição sóbria e consistente, o Sporting somou neste domingo a 11.ª vitória consecutiva em todas as competições ao derrotar no Estádio de Alvalade o Tondela, por 2-0. Numa partida em que os tondelenses apresentaram-se desfalcados devido a casos positivos de covid-19, os “leões” foram melhores e ganharam com golos de Pablo Sarabia (10’) e Paulinho (50’). No entanto, muito provavelmente perderam Palhinha para o derby de Lisboa: a cinco dias de defrontar o Benfica, o médio pode ter sofrido uma lesão muscular e abandonou o relvado em lágrimas.

Sem atingir um nível sequer similar ao que tinha acontecido na véspera, no Jamor, na partida Belenenses SAD-Benfica, o aumento dos casos de covid-19 em Portugal teve também impacto no duelo entre Sporting e Tondela.

Com uma ausência no centro da defesa pré-anunciada devido aos regulamentos (Eduardo Quaresma está emprestado pelo Sporting e não pode defrontar os “leões”), o Tondela ficou também privado, por culpa da pandemia, de mais dois centrais (Manu Hernando e Ricardo Alves), forçando o médio brasileiro Pedro Augusto a recuar no terreno e a jogar ao lado de Modibo Sagnan na zona central da defesa. 

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As baixas para o técnico espanhol Pako Ayestarán, que também não viajou para Lisboa por ter testado positivo, não se ficaram por aí: o guarda-redes Babacar Niasse, habitualmente suplente de Pedro Trigueira, e o experiente avançado Salvador Agra, peça importante no esquema ofensivo dos tondelenses, também ficaram fora de jogo devido à covid-19.

Alheio aos problemas do rival, Rúben Amorim pôde dar-se ao luxo de gerir as suas opções. Moralizados por um apuramento histórico para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões e com a possibilidade de alcançar um notável registo de 11 triunfos consecutivos, o Sporting, como é regra, não mudou um milímetro ao seu esquema habitual. Porém, trocou algumas peças: Neto, Esgaio e Nuno Santos entraram para os lugares de Feddal, Porro e Matheus Reis.

Conhecedores das dificuldades que o rival iria sentir no sector mais recuado, os “leões” entraram no jogo com os níveis de agressividade elevados e demoraram uma dezena de minutos a conseguirem o que pretendiam: aproveitando uma bola desviada por um defesa do Tondela, Pablo Sarabia rematou e a bola, após embater em Trigueira, desviou para o fundo da baliza. 

A vencer desde o minuto 10, o Sporting de Amorim mostrou, mais uma vez, a sua faceta sóbria e cautelosa. Pouco preocupados com a nota artística, os “verdes e brancos” retiraram de imediato o pé do acelerador e, parecendo querer gerir o esforço, convidaram o rival a subir as suas linhas e a expor-se mais.

Com jogadores tecnicamente evoluídos no meio-campo e no ataque (Tiago Dantas, Rafael Barbosa, Murillo e Dadashov), o Tondela não se escondeu com o recuo sportinguista, conseguindo ter períodos de ascendente em que conseguiu aproximar-se da baliza de Adán, mas a primeira parte terminou sem que o guarda-redes espanhol tivesse de fazer qualquer defesa de grau de dificuldade elevado.

No regresso dos balneários, o Sporting repetiu a receita inicial. Com clara vontade de “matar” o mais rápido possível o jogo, os “leões” voltaram a assumir a iniciativa e precisaram apenas de cinco minutos para marcarem pela segunda vez: em excelente posição para fazer o golo, Pedro Gonçalves preferiu assistir Paulinho que aproveitou a assistência para se estrear a marcar na I Liga.

Com dois golos de vantagem, Amorim começou de imediato a gerir o esforço dos seus jogadores (troca de Matheus Nunes por Bragança), mas pouco depois da hora de jogo, surgiu a pior notícia para o treinador sportinguista: com Ugarte pronto para entrar, Palhinha ficou agarrado à coxa após tentar o corte, saindo de imediato do relvado em lágrimas.

O médio fez sinal para o banco que terá sido um problema muscular, o que, a confirmar-se, deixará o internacional português fora do confronto com o Benfica para a I Liga na próxima sexta-feira.