Na Madeira, a emigração faz o caminho inverso. “Quero ficar aqui. É a minha casa”

África do Sul e Venezuela, os grandes destinos para a emigração madeirense, são agora países de onde se regressa. Resta o Reino Unido, mas o Brexit é (ainda) factor dissuasor.

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Se não se tem registado mais regressos ao país, "é porque as pessoas não conseguem desligar-se da rede de trabalho, dos negócios que montaram e construíram durante anos" Catarina Gomes / BIG

O caminho agora faz-se ao contrário. De África do Sul para o Funchal. Da Venezuela para a ilha. Sem retorno. “Já não há nada para nós lá. Foram 53 anos meus que lá ficaram.” Maria Idalina faz uma pausa. Emigrou para a África do Sul ainda criança. Tinha quatro anos quando chegou a Joanesburgo levada pela mão dos pais. Tem 57 agora, e foi ela que trouxe pela mão, para a Madeira, os três filhos e o marido, sul-africano. “Foram 53 bons anos. Mas acabou-se”, continua.

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O caminho agora faz-se ao contrário. De África do Sul para o Funchal. Da Venezuela para a ilha. Sem retorno. “Já não há nada para nós lá. Foram 53 anos meus que lá ficaram.” Maria Idalina faz uma pausa. Emigrou para a África do Sul ainda criança. Tinha quatro anos quando chegou a Joanesburgo levada pela mão dos pais. Tem 57 agora, e foi ela que trouxe pela mão, para a Madeira, os três filhos e o marido, sul-africano. “Foram 53 bons anos. Mas acabou-se”, continua.