Portugal suficiente vence Qatar na estreia de Otávio que marcou

Equipa portuguesa resolveu praticamente tudo no primeiro tempo, com André Silva a abrir o marcador e Bruno Fernandes a fechar nos instantes finais. Pelo meio, marcou o oitavo jogador naturalizado ao serviço da selecção

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Otávio marcou o segundo golo de Portugal EPA/Zsolt Czegledi

Foram necessários 25’ para Otávio coroar a sua estreia (e logo a titular) pela selecção portuguesa com um golo. Numa partida de particular frente ao Qatar, que vai confirmando a evolução do seu futebol nos últimos anos, o conjunto nacional começou por ser surpreendido, antes de deixar o encontro praticamente resolvido em pouco mais de um minuto. Sem o recordista Cristiano Ronaldo, dispensado por Fernando Santos, foi André Silva e o brasileiro naturalizado português a encaminhar o triunfo (3-1), confirmado por um penálti de Bruno Fernandes nos instantes finais.

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Foram necessários 25’ para Otávio coroar a sua estreia (e logo a titular) pela selecção portuguesa com um golo. Numa partida de particular frente ao Qatar, que vai confirmando a evolução do seu futebol nos últimos anos, o conjunto nacional começou por ser surpreendido, antes de deixar o encontro praticamente resolvido em pouco mais de um minuto. Sem o recordista Cristiano Ronaldo, dispensado por Fernando Santos, foi André Silva e o brasileiro naturalizado português a encaminhar o triunfo (3-1), confirmado por um penálti de Bruno Fernandes nos instantes finais.

Convidada pela UEFA a integrar informalmente o Grupo A de apuramento europeu para o Mundial, o Qatar - apurado directamente como anfitrião para a fase final da competição global -, tem levado muito a sério a oportunidade. A selecção asiática alojou-se na cidade de Debrecen e, nas cinco primeiras partidas disputadas em “casa”, somou sete pontos, que a posicionaria na terceira posição da classificação. Bateu o Luxemburgo (1-0) e o Azerbeijão (2-1), empatou com a República da Irlanda (1-1) e só cedeu perante os favoritos Portugal e Sérvia (0-4), que lideram com 10 pontos.

Resultados que comprovam a evolução do futebol qatari nos últimos anos, que alcançou o ponto mais alto e histórico com a conquista da Taça da Ásia, em 2019, após bater na final o favorito Japão, por 3-1. Já este ano, convidado também a participar na Taça de Ouro da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF), o Qatar chegou às meias-finais, onde foi eliminado pelo anfitrião EUA (1-0), após ter vencido o seu agrupamento e batido El Salvador (3-2) nos quartos-de-final.

Por todo este palmarés recente, não foi uma selecção tímida a que defrontou Portugal em mais este encontro de preparação. Pelo contrário, os qatari até começaram por surpreender, pressionando o adversário e levando perigo à baliza defendida por Anthony Lopes desde os primeiros instantes. Perigo que, aos 9’, poderia ter-se materializado no primeiro golo, não fosse o poste a travar um remate de Ali Almoez, assistido pelo tecnicista Afif.

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Com o guarda-redes do Lyon no lugar de Rui Patrício, o seleccionador aproveitou para mudar também toda a restante equipa que alinhara frente à República da Irlanda na última quarta-feira (2-1). De fora já se sabia que estava Cristiano Ronaldo, dispensado após ter visto o cartão amarelo nos festejos do seu segundo golo no encontro do Algarve, que o tornou no maior marcador de sempre ao serviço de selecções (111 golos). Um castigo que será oficialmente cumprido no jogo frente ao Azerbeijão, esta terça-feira, em Baku.

Sem o capitão recordista, as atenções centraram-se principalmente na estreia de Otávio, jogador brasileiro do FC Porto naturalizado português. A sua história com a equipa nacional começou auspiciosa, tendo apontado o segundo golo aos 25’. Instantes antes (23’), já André Silva inaugurara o marcador, numa altura em que o conjunto de Fernando Santos estabilizou o seu jogo, especialmente com João Mário à frente do losango do meio-campo.

Dois golos em muito semelhantes e que foram facilitados por alguma ingenuidade da defesa adversária. No primeiro, assistido por João Mário, André Silva surgiu nas costas dos centrais para cabecear para as redes; no segundo, Otávio correspondeu, também de cabeça, a um cruzamento de Gonçalo Guedes para ampliar a vantagem.

Dois golos que desmoralizaram o Qatar e deram aos portugueses o controlo total do encontro, criando inúmeras oportunidades para ampliar a vantagem. E ainda antes do intervalo (43’), tudo se tornou mais fácil para os portugueses, quando o guarda-redes Barsham foi expulso com vermelho directo por derrubar Gonçalo Guedes à entrada da área.

Mas, como em outras ocasiões, perante tantas facilidades, Portugal voltou a complicar. Totalmente contra a corrente do jogo, após um canto, Hassan beneficiou da apatia dos adversários para cabecear e bater Lopes, sem dificuldades, aos 61’. Um golo que recolou os asiáticos na discussão do resultado e que surgiu instantes depois de Fernando Santos ter colocado em campo (59’) Bruno Fernandes (para o lugar de João Moutinho) e Diogo Jota (André Silva). Dois jogadores que iriam estar no terceiro golo da sua equipa.

A selecção nacional não reagiu em consonância, apesar de manter o controlo da partida, mas iria beneficiar de uma grande penalidade, após falta cometida sobre Diogo Jota, para confirmar a vitória. Chamado a converter, a dois minutos dos 90’, Bruno Fernandes não falhou.

Portugal volta a acção, agora mais a sério, frente ao Azerbaijão, em Baku, esta terça-feira.