Inflação estabiliza em Portugal mas acelera na zona euro

Variação do índice de preços dos produtos energéticos em Portugal foi de 9,4% em Agosto.

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O índice de preços no sector da energia foi o que mais subiu na zona euro Nuno Ferreira Santos

A taxa de inflação de Agosto registou uma variação de 1,5% em relação a igual mês do ano passado, uma subida idêntica à que se verificou em Julho, indicou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

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A taxa de inflação de Agosto registou uma variação de 1,5% em relação a igual mês do ano passado, uma subida idêntica à que se verificou em Julho, indicou nesta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Já o indicador da inflação subjacente (índice de preços sem considerar os produtos alimentares não transformados e energéticos) “terá registado uma variação de 0,9%”, maior em 0,1 pontos percentuais do que a variação observada no mês anterior.

O INE estima que “a taxa de variação homóloga do índice relativo aos produtos energéticos se situe em 9,4% (8,7% no mês precedente) enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá apresentado uma variação de 0,2% (0,5% em Julho)”.

Olhando para a variação do índice entre Julho e Agosto, verifica-se uma quebra, com a inflação a recuar 0,2%. Quanto à trajectória dos últimos 12 meses, o INE estima uma variação de 0,5%.

Relativamente ao Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), usado para fazer comparações entre os diferentes países da União Europeia, o INE estima que este indicador registou uma variação homóloga de 1,3% em Agosto.

De acordo com dados divulgados no mesmo dia pelo Eurostat, a taxa de inflação anual da zona euro acelerou para 3% em Agosto, um aumento em relação a Julho (em que estava nos 2,2%). É o terceiro mês seguido em que se observa uma subida.

O serviço estatístico europeu refere que, entre as principais componentes da inflação, a energia foi a que registou a maior variação em Agosto (15,4%), seguindo-se os bens industriais não energéticos (2,7%), a alimentação, o álcool e o tabaco (2%) e os serviços (1,1%).