Dez centímetros deixaram o FC Porto fora de jogo

Os “dragões” estiveram a perder até ao minuto 85 e ainda festejaram a vitória no período de descontos, mas uma posição irregular de Toni Martínez impediu o triunfo portista em Moreira de Cónegos.

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LUSA/ESTELA SILVA

Quase seis meses depois e a cerca de duas dezenas de quilómetros do palco da última derrota (Paços de Ferreira), o FC Porto pareceu, durante 85 minutos, destinado a ir ao tapete de novo na I Liga, mas depois de Taremi anular a vantagem do Moreirense, Toni Martínez vestiu durante alguns segundos o papel de herói. Porém, ao contrário do que tinha acontecido contra o Santa Clara, na jornada 25, desta vez o espanhol não salvou dois pontos aos “dragões: por dez centímetros, o golo da vitória do FC Porto não valeu em Moreira de Cónegos. Com o empate (1-1), os “dragões” ficam, a apenas cinco jornadas do fim, mais perto do Benfica (quatro pontos) do que do líder Sporting (seis pontos).

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Quase seis meses depois e a cerca de duas dezenas de quilómetros do palco da última derrota (Paços de Ferreira), o FC Porto pareceu, durante 85 minutos, destinado a ir ao tapete de novo na I Liga, mas depois de Taremi anular a vantagem do Moreirense, Toni Martínez vestiu durante alguns segundos o papel de herói. Porém, ao contrário do que tinha acontecido contra o Santa Clara, na jornada 25, desta vez o espanhol não salvou dois pontos aos “dragões: por dez centímetros, o golo da vitória do FC Porto não valeu em Moreira de Cónegos. Com o empate (1-1), os “dragões” ficam, a apenas cinco jornadas do fim, mais perto do Benfica (quatro pontos) do que do líder Sporting (seis pontos).

Quatro dias depois de vencer o V. Guimarães e igualar a melhor sequência na época na I Liga (sete vitórias consecutivas), o FC Porto iniciou o duelo frente à outra equipa do campeonato do concelho de Guimarães consciente de que, com as vitórias de Sporting e Benfica, qualquer resultado que não fosse novo triunfo colocava as aspirações “azuis e brancas” mais perto do vermelho do que do verde.

Assim, sem margem de erro, Sérgio Conceição repetiu o “onze” da última jornada: sem Zaidu, Nanu voltou a jogar na esquerda. De resto, nada de novo, com os habituais titulares em campo e a equipa desenhada em 4x4x2.

Do outro lado, estava uma equipa que, com Vasco Seabra, se sente muito pouco confortável no papel de anfitriã – o Moreirense tinha seis empates e três derrotas em casa em 2021 - e, talvez por isso, apresentou-se com cautelas.

No “onze” dos cónegos, surgiam três centrais, mas Ferraresi foi deslocado para a direita, com Rosic e Abdoulaye no centro. Apesar de dar “corpo” à defesa, Seabra não descurou o ataque, colocando jogadores que tratam bem a bola (Filipe Soares, Simão, Walterson e Yan) no apoio ao experiente Rafael Martins.

O resultado deste cocktail táctico foi uma grande dor de cabeça para os portistas que, nos primeiros 45 minutos, foram uma equipa com alguma vontade, mas vazia de ideias. E com o FC Porto incapaz de criar desequilíbrios, o decorrer dos minutos foi deixando o Moreirense confortável. Apesar do (aparente) domínio “azul e branco”, a primeira jogada com princípio, meio e fim foi minhota: aos 34’, um desvio de Mbemba evitou que Marchesín passasse por problemas.

O aviso estava dado, mas os “dragões” não tiveram tempo de reacção. Três minutos depois, um canto curto de Filipe Soares para David Simão resultou numa assistência para Ferraresi e o defesa que pertence ao Manchester City estreou-se a marcar.

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Apesar de ter mais bola (67%), o FC Porto foi para os balneários com menos remates enquadrados (um contra dois) do que o adversário, mas Conceição optou por não mexer ao intervalo.

No entanto, bastaram 25 segundos para Taremi mostrar que a atitude portista era outra (defesa difícil de Pasinato) e, aos 57’, Marega acertou no poste. A jogar contra o relógio, Conceição arriscou q.b. pouco depois (Martínez e Díaz nos lugares de Marega e Oliveira). Quase de seguida, nova substituição dupla com a saída de Corona e Mbemba, que estavam com problemas físicos (entraram Conceição e Vieira), mas o discernimento dos “azuis e brancos” já era nulo.

Com um “muro” minhoto à frente de Pasinato, o FC Porto circulava a bola sem progredir e foi o Moreirense que esteve perto do segundo, aos 76’, mas um carrinho salvador de Uribe impediu que um (raro) erro de Pepe, do tamanho da Torre dos Clérigos, resultasse em golo de André Luís.

No entanto, acabou por ser um erro na área contrária a ter influência no resultado: Rosic fez falta sobre Martínez na área e Taremi aproveitou o penálti para empatar. A partir daí, o jogo passou a ser de apenas um sentido e a vitória portista chegou a parecer certa, mas dez centímetros deixaram o FC Porto fora de jogo na partida e, muito provavelmente, na luta pelo título.