Os almirantes estão na moda

Esta reforma da Defesa vai trazer mais eficácia ao produto operacional das Forças Armadas e reorganizar de forma mais produtiva os escassos efectivos que existem? Ou só vai servir para engordar no Restelo os gabinetes do ministro e do EMGFA?

Há vários anos que a Academia Militar abriu as suas portas a empresários e gestores para dar treinos intensivos de liderança e há vários anos que oficiais das Forças Armadas são chamados a dar palestras nas maiores empresas de consultoria, por exemplo, sobre como tomar decisões em situações de stress. Nada disto é novo, mas ganha particular interesse quando o país descobre que o novo coordenador da task force das vacinas, almirante Gouveia e Melo, não se engasga perante a rajada de perguntas dos jornalistas, nunca altera o tom de voz ou faz piadas despropositadas (como o seu antecessor). Os militares, afinal, não servem só para andar aos tiros, como se costuma dizer, e neste caso até substituem verdadeiramente a Protecção Civil, que parece estar a ser quase irrelevante no mundo pós-pandemia covid-19.

A verdade faz-nos mais fortes

Das guerras aos desastres ambientais, da economia às ameaças epidémicas, quando os dias são de incerteza, o jornalismo do Público torna-se o porto de abrigo para os portugueses que querem pensar melhor. Juntos vemos melhor. Dê força à informação responsável que o ajuda entender o mundo, a pensar e decidir.

Há vários anos que a Academia Militar abriu as suas portas a empresários e gestores para dar treinos intensivos de liderança e há vários anos que oficiais das Forças Armadas são chamados a dar palestras nas maiores empresas de consultoria, por exemplo, sobre como tomar decisões em situações de stress. Nada disto é novo, mas ganha particular interesse quando o país descobre que o novo coordenador da task force das vacinas, almirante Gouveia e Melo, não se engasga perante a rajada de perguntas dos jornalistas, nunca altera o tom de voz ou faz piadas despropositadas (como o seu antecessor). Os militares, afinal, não servem só para andar aos tiros, como se costuma dizer, e neste caso até substituem verdadeiramente a Protecção Civil, que parece estar a ser quase irrelevante no mundo pós-pandemia covid-19.