Ronaldo repete história, Juventus conquista Supertaça

Vecchia signora” venceu o Nápoles por 2-0 e arrecadou o troféu pela nona vez.

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LUSA/ELISABETTA BARACCHI

A Juventus venceu nesta quarta-feira o Nápoles (2-0) - com Cristiano Ronaldo a tornar-se o jogador com mais golos oficiais na história do futebol - e a 33.ª edição da Supertaça de Itália, que este ano voltou a ser disputada em solo italiano,  concretamente em Reggio Emilia (depois das últimas finais na Arábia Saudita).

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A Juventus venceu nesta quarta-feira o Nápoles (2-0) - com Cristiano Ronaldo a tornar-se o jogador com mais golos oficiais na história do futebol - e a 33.ª edição da Supertaça de Itália, que este ano voltou a ser disputada em solo italiano,  concretamente em Reggio Emilia (depois das últimas finais na Arábia Saudita).

 Para a Juventus, agora detentora de nove troféus, cinco dos quais nos últimos nove anos, em que esteve sempre na final, esta era a oportunidade ideal para reagir às críticas que já apontam para o fim de um ciclo de domínio esmagador no calcio. Para Cristiano Ronaldo, era a possibilidade de repetir a sua primeira conquista em Itália, depois da final de 2018, frente ao AC Milan, garantida precisamente com um golo solitário do português. 

O grande óbice era um Nápoles talhado para estragar as finais da equipa de Turim, como sucedeu em 1990 (sob a batuta de Maradona) e em 2014, no penúltimo ano de Pirlo no meio-campo da “Juve”. Aliás, o momento da Juventus, na ressaca da derrota (2-0) de Milão, com o Inter, contrastava claramente com a pujança napolitana, que goleou (6-0) a Fiorentina, oferecendo uma boa perspectiva para os comandados de Gennaro Gattuso. 

Com a polémica que marcou o jogo da Serie A entre Juventus e Nápoles - cujo adiamento foi determinado na Justiça depois de, inicialmente, ter sido anunciada a derrota dos napolitanos, por falta de comparência (relacionada com um surto de covid-19) -, esta era a primeira vez que as duas equipas se encontraram esta época. A dupla “Bud Spencer e Terence Hill”, aliás, Gennaro Gattuso (autor da expressão) e Andrea Pirlo, antigos e inseparáveis companheiros no AC Milan, estava, finalmente, frente a frente, agora nos bancos de Nápoles e Juventus. 

Gattuso não tinha motivos para mexer na equipa, enquanto Pirlo mudava quatro unidades, chamando Cuadrado, Arthur, McKennie e Kulusevski a jogo para os lugares de Frabotta, Ramsey, Rabiot e Morata.

Do duelo de estrategos resultou uma primeira parte equilibrada, com uma grande ocasião de golo para o Nápoles, negada por Szczesny a Lozano, após cabeceamento do mexicano, à “queima-roupa”. 

Indiferente ao duelo com Lorenzo Insigne, Cristiano Ronaldo respondeu a terminar o primeiro período, com um remate por cima da barra. Com o segundo tempo chegou uma Juventus mais “possessiva”, controladora e perigosa. Depois de um falhanço de Bernardeschi, o avançado português tentou compensar e esteve perto do golo, aproveitando uma hesitação de Manolas e Ospina para atirar muito perto da baliza napolitana. 

Cristiano beneficiava deste crescimento da equipa e, depois de ter batido o compatriota Mário Rui e cruzado para o que teria sido um autogolo de Manolas, o goleador da Liga italiana não desperdiçou nova oportunidade, colocando os campeões em vantagem (64’). O avançado português chegou, assim, aos 760 golos em jogos oficiais (nesta contabilidade não entram encontros de preparação ou torneios de pré-época), tornando-se no melhor marcador da história, ao ultrapassar o checo Josef Bican, que, entre 1931 e 1955, contabilizou 759.

Mas o Nápoles não estava derrotado, tendo mesmo, a cerca de dez minutos dos 90, beneficiado de um penálti de McKennie sobre Mertens, que Insigne atirou ao lado. A derrota napolitana seria confirmada já ao cair do pano, por Álvaro Morata.