Nacional sem clima na Taça para ser tubo de ensaio do FC Porto

O FC Porto defronta o Nacional, para a Taça de Portugal, numa fase de 15 jogos consecutivos sem derrotas.

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Uribe e Danilovic em duelo no último jogo entre as duas equipas LUSA/MANUEL FERNANDO ARAUJO

Pouco menos de três semanas depois de ter vencido o Nacional, no Dragão, para a Liga, o FC Porto volta a defrontar os madeirenses, agora na Choupana e para a Taça de Portugal. E, tal como da primeira vez, a equipa de Luís Freire serve de tubo de ensaio para um duelo com o Benfica: em Dezembro decidia-se a Supertaça Cândido de Oliveira, que os portistas conquistaram, e neste início de 2021 define-se o segundo lugar do campeonato e a possibilidade de aproximação ao líder. 

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Pouco menos de três semanas depois de ter vencido o Nacional, no Dragão, para a Liga, o FC Porto volta a defrontar os madeirenses, agora na Choupana e para a Taça de Portugal. E, tal como da primeira vez, a equipa de Luís Freire serve de tubo de ensaio para um duelo com o Benfica: em Dezembro decidia-se a Supertaça Cândido de Oliveira, que os portistas conquistaram, e neste início de 2021 define-se o segundo lugar do campeonato e a possibilidade de aproximação ao líder. 

Detentor do troféu, o clube “azul e branco” não tem margem de manobra e Sérgio Conceição garante que fará alinhar o melhor onze dos “dragões” naquele que será o terceiro desafio entre FC Porto e Nacional a contar para a prova-rainha do futebol nacional, sempre no arquipélago.

Na memória de alguns, estarão as duas vitórias por 0-3 dos portuenses, em 1980-81 (com golos de Jaime Pacheco, José Alberto Costa e Mikey Walsh), também nos oitavos-de-final, e, mais recentemente, em 2012-13 (marcaram Lucho, Mangala e Kléber), na quarta ronda. Curiosamente, o FC Porto não conquistou a Taça em nenhuma das referidas edições, tendo chegado à final de 1981, com o Benfica.

Desta feita, em circunstâncias especiais — desde logo a pandemia de covid-19, que ameaça suspender o país precisamente esta semana —, o Nacional espera quebrar a tendência e mostrar o que não conseguiu no Dragão. Luís Freire orgulha-se de poder discutir um lugar nos quartos-de-final, onde poderá defrontar os vencedores do Gil Vicente-Ac. Viseu, dentro de duas semanas.

Para tanto, terá de surpreender um FC Porto que soma 15 jogos consecutivos sem derrotas, num quadro de desgaste agravado pela passagem da depressão Filomena, com impacto profundo na Madeira.

Sérgio Conceição considerou que nesse plano as duas equipas se encontram em condições semelhantes, com os portistas a sofrerem mais com as viagens.

Luís Freire destaca as precárias condições de treino dos nacionalistas, impostas pela tempestade que obrigou a adiar por 24 horas o recente jogo com o Sporting, que os “leões” venceram num terreno sem condições (0-2).

Depois de uma experiência gelada, em Famalicão, Sérgio Conceição prepara-se para ir à luta num relvado arrasado pelas fortes chuvas, facto que suscita dúvidas sobre o tal melhor “onze”.

Ainda com algumas baixas, na sequência de um surto activo de covid-19, o treinador do FC Porto terá mesmo de gerir as emoções da Taça e do campeonato consoante o jogo imponha uma equipa mais tecnicista ou de combate