Portugal passa teste na Sérvia e está mais perto do Euro 2020

William Carvalho, Gonçalo Guedes, Cristiano Ronaldo e Bernardo Silva assinaram os golos do triunfo português, por 4-2, em Belgrado.

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Em equipa campeã não se mexe e Fernando Santos, um homem de fé, apostou este sábado, em Belgrado, na mesma equipa titular que venceu a primeira edição da Liga das Nações. O resultado final deu razão ao seleccionador, com Portugal a golear a Sérvia por 4-2 e a dar um passo gigante rumo à qualificação directa para o Euro 2020.

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Em equipa campeã não se mexe e Fernando Santos, um homem de fé, apostou este sábado, em Belgrado, na mesma equipa titular que venceu a primeira edição da Liga das Nações. O resultado final deu razão ao seleccionador, com Portugal a golear a Sérvia por 4-2 e a dar um passo gigante rumo à qualificação directa para o Euro 2020.

O panorama dos portugueses à entrada para esta partida não era particularmente brilhante. Com dois empates e dois pontos conquistados nos jogos já realizados, o conjunto nacional encontrava-se no penúltimo lugar do Grupo B de qualificação. O triunfo folgado da Ucrânia no terreno da Lituânia (0-3), pouco antes no início do encontro de Belgrado, deixava o primeiro lugar a 11 pontos de distância.

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Uma eventual vitória permitiria à Sérvia alcançar o segundo posto (que permite também a qualificação automática), com cinco pontos de vantagem sobre o campeão europeu. Ainda para mais, ficaria em vantagem face ao empate a uma bola em Portugal. Apesar de tudo, a presença play-off de acesso à fase final estaria sempre garantida pelo triunfo na Liga das Nações.

Mas para evitar eventuais surpresas, as contas de Fernando Santos eram simples. Vencer a Sérvia e assumir desde cedo as “despesas” do encontro. Foi o que aconteceu, especialmente nos primeiros 15 minutos, quando a posse de bola dos futebolistas nacionais chegou aos 75%. Um domínio avassalador que não era sinónimo de controlo da partida.

Na expectativa e com um novo seleccionador no banco (Ljubiša Tumbaković), a equipa balcânica procurava surpreender o adversário com os mesmos argumentos que lhe renderam um ponto no Estádio da Luz, a 25 de Março. O contra-ataque e as rápidas transições atacantes, explorando os espaços entre os centrais e os laterais.

Foi desta forma que surgiu o primeiro lance de perigo do encontro, logo aos 3’, quando Kostic venceu o primeiro de vários duelos individuais ao longo da partida com Nélson Semedo (que tinha de ser socorrido aqui e ali pelo defesa central José Fonte), conseguindo cruzar para a área. Rui Patrício travou o remate de Tadic. Um calafrio que não se repetiria na primeira metade da partida.

Já Portugal, mostrava-se incapaz de traduzir em perigo o seu largo domínio. A excepção foi precisamente o lance confuso que originou o golo de William Carvalho, que abriu o marcador aos 42’. Bruno Fernandes picou a bola para a área, o guarda-redes Dmitrovic pareceu estar a controlar a trajectória, mas chocou contra Mitrovic, aproveitando o oportuno médio do Betis para empurrar para o fundo das redes.

O mais difícil estava feito e os portugueses voltaram muito menos pressionados para o segundo tempo. Não abrandaram a pressão sobre o adversário, que era exercida logo na primeira linha de construção e trocavam também a bola com maior tranquilidade. E, aos 58’, um excelente lance ofensivo resultou no segundo golo. Bernardo Silva tocou para Ronaldo, que serviu Bruno Fernandes e o sportinguista lançou Gonçalo Guedes. O atacante do Valência libertou-se de um adversário e dilatou a vantagem.

Tudo parecia resolvido, mas poderia complicar-se com um golo sérvio que recolocasse a equipa balcânica (que chegou a parecer apática) na partida. Foi o que aconteceu aos 68’, perante a passividade da defesa nacional. Após a cobrança de um canto tenso, Milenkovic fugiu à marcação de Danilo e cabeceou de forma fulgurante para reduzir o resultado.

Portugal e Danilo acusaram o toque e uma nova falha do médio do FC Porto deixou a bola na posse Ljacic que rematou muito forte para uma grande defesa de Patrício.

O jogo entrou numa fase de grande intensidade de parte a parte, acabando por ser o incontornável Cristiano Ronaldo a voltar a acalmar as hostes lusas, aos 80’. Um passe a rasgar a defesa de Bernardo Silva isolou o madeirense (que poderá ter partido em posição irregular), que picou, com grande estilo e serenidade, sobre o guarda-redes. A Sérvia tornava-se na 28.ª selecção a sofrer um golo da estrela portuguesa.

Nos instantes finais ainda se festejaram mais dois golos, mas sem efeitos práticos no desfecho da partida. Primeiro, aos 85’, Mitrovic aproveitou um passe falhado de Bruno Fernandes para voltar a dar esperanças à sua equipa, mas no momento seguinte Bernardo Silva (após cruzamento de Raphael Guerreiro na esquerda) acabou com qualquer excitação que pudesse subsistir em Belgrado.

Na próxima terça-feira, Portugal defronta à Lituânia, “lanterna vermelha” do grupo, onde poderá consolidar o segundo posto e aproximar-se mais da liderança ucraniana.