“Não podemos entrar nesta histeria de lançar alertas” sobre o lítio

Alexandre Lima, investigador da Universidade do Porto, com vários projectos financiados a nível europeu, diz que falta muita informação às pessoas que contestam os avanços de projectos de prospecção de lítio em Portugal. E diz acreditar que Portugal tem ainda mais potencial do que se pensava.

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Alexandre Lima ADRIANO MIRANDA

A União Europeu considerou prioritário ter no seu território a exploração de minerais e terras raras que possam ser usadas na descarbonização da economia. Actualmente, a China é o único país que tem todas as fases de produção da cadeia - desde a extracção do minério (que não existe na natureza em estado puro) até à sua conversão em lítio. Há fabrico de lítio através de pegmatitos na Austrália e no Brasil, mas também estes países enviam para a China os seus concentrados para produzir lítio. Portugal tem a oportunidade de ter entre as suas fronteiras todos os elementos da cadeia, diz o geólogo da Universidade do Porto, que tem já vários projectos de investigação financiados pela União Europeia. Alexandre Lima lamenta que estejam no terreno campanhas de “desinformação”, que estão a confundir as pessoas que acabam por ver ameaças em todo o lado.

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A União Europeu considerou prioritário ter no seu território a exploração de minerais e terras raras que possam ser usadas na descarbonização da economia. Actualmente, a China é o único país que tem todas as fases de produção da cadeia - desde a extracção do minério (que não existe na natureza em estado puro) até à sua conversão em lítio. Há fabrico de lítio através de pegmatitos na Austrália e no Brasil, mas também estes países enviam para a China os seus concentrados para produzir lítio. Portugal tem a oportunidade de ter entre as suas fronteiras todos os elementos da cadeia, diz o geólogo da Universidade do Porto, que tem já vários projectos de investigação financiados pela União Europeia. Alexandre Lima lamenta que estejam no terreno campanhas de “desinformação”, que estão a confundir as pessoas que acabam por ver ameaças em todo o lado.