A caminhada de João Sousa ficou curta no Estoril Open

O português não vai reeditar o título conquistado em 2018, depois de ter sido eliminado por David Goffin, na segunda ronda.

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Sousa eliminado na segunda ronda. LUSA/JOSE SENA GOULAO

Depois de desempenhos “mornos” em 2014, 2015, 2016 e 2017 – com o inédito título conquistado em 2018 –, João Sousa voltou aos desempenhos modestos no Estoril Open. O tenista foi eliminado na segunda ronda do ATP 250 português, nesta quinta-feira, depois de perder por 2-0, frente ao belga David Goffin, número 25 do ranking ATP.

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Depois de desempenhos “mornos” em 2014, 2015, 2016 e 2017 – com o inédito título conquistado em 2018 –, João Sousa voltou aos desempenhos modestos no Estoril Open. O tenista foi eliminado na segunda ronda do ATP 250 português, nesta quinta-feira, depois de perder por 2-0, frente ao belga David Goffin, número 25 do ranking ATP.

Com esta derrota, o português não vai reeditar o título conquistado em 2018 e volta a desiludir no principal torneio de ténis nacional, perdendo com um jogador que, no entanto, até já foi top-7 mundial.

No court central do Clube de Ténis do Estoril, o primeiro set foi praticamente um “passeio” para David Goffin e uma “montanha-russa” para João Sousa. O português teve picos mentais durante o primeiro parcial, variando momentos de visível frustração com fases de confiança, essencialmente quando quebrava o serviço a Goffin.

Ainda assim, o belga esteve consistente o suficiente para ter, apenas, de esperar pelos equívocos constantes de João Sousa: o português lidou mal com as boas aberturas de ângulo de Goffin, fugiu demasiado à sua pancada de esquerda e, sobretudo, somou uma percentagem muito baixa de primeiros serviços – falhou mais de metade. Com este desempenho, Sousa acabou por hipotecar o set nos seus próprios jogos de serviço.

A ponta final da primeira partida trouxe um Goffin a vacilar quando servia para fechar o parcial, mas, no jogo seguinte, Sousa também “ofereceu” o seu jogo de serviço, uma vez mais, permitindo a Goffin fechar o 6-3.

O segundo set teve uma história semelhante, mas com João Sousa a conseguir dar ainda menos réplica. A partida abriu praticamente com uma quebra de serviço ao português, que continuou a somar erros não forçados (foram 26 contra 15 de Goffin) e, sobretudo, a mostrar problemas em lidar com as boas respostas de Goffin aos seus serviços “modestos”. O belga conseguiu, ainda, disparar um par de tremendos passing shots, um deles a merecer o aplauso do próprio João Sousa.

O resultado foi sendo construído com naturalidade e Goffin – que atravessa uma fase menos fulgurante da carreira, depois de ter sido finalista vencido no ATP Finals 2017, frente a Grigor Dimitrov – fechou com 6-2, em apenas 1h20m de jogo.

Sousa reconheceu sentir-se impotente

No final da partida, João Sousa assumiu ter-se sentido impotente para contrariar o alto nível de David Goffin. “Não há grande coisa a dizer. Ele mostrou o motivo de ter estado no top-10. Anulou todas as minhas armas e não consegui fazer o que tinha delineado. Só me resta dar-lhe os parabéns”, reconheceu.

O tenista de Guimarães assumiu que “as coisas não têm corrido tão bem como gostaria e os resultados não têm acompanhado o trabalho”, deixando para João Domingues a responsabilidade de um “brilharete” no Estoril.

“O João está a fazer um grande torneio. Veio do qualifying e já está com muita competição nas pernas. Espero que faca um grande torneio”. “Porque não vencer aqui, em casa?”, questionou, dando confiança ao compatriota que, nesta sexta-feira, defrontará o primeiro cabeça-de-série, o grego Tsitsipas.